Investidor consciente: aprenda a cuidar bem do seu patrimônio

Educador Mauro Calil dá dicas para se tornar um investidor consciente, ou seja, ter controle dos seus investimentos

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SÃO PAULO – Há muito tempo se fala do consumidor consciente, aquele que reflete a respeito de seus atos de consumo e como eles irão repercutir não só sobre si mesmo, mas também sobre as relações sociais, a economia e a natureza. Mas você sabia que existe também o investidor consciente? 

De acordo com o educador financeiro Mauro Calil, do Calil & Calil – Centro de Estudos e Formação de Patrimônio, esse tipo de investidor é aquele que tem controle dos seus investimentos e não se deixa levar por opiniões não gabaritadas: “o investidor consciente não se deixa levar por dicas, opiniões lidas e coisas do tipo. Ele usa isso como uma opinião a mais para formar a sua própria e então tomar decisão e assumir os rumos do seu próprio investimento”, afirma. 

O professor ainda completa: “a gente escuta muito os investidores reclamando sobre um investimento indicado pelo gerente do banco, ou ainda por perdas em uma modalidade que o vizinho jurou ter ganhado muito dinheiro. Ou seja, a maioria das frustrações de investimento tem como origem uma orientação externa não específica e a confiança de quem tem o dinheiro e coloca o dinheiro nessas orientações”. 

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Investidor consciente x fases da vida
Calil conta ainda que o investidor consciente sabe utilizar as diferentes modalidades de investimento a seu favor, ao longo de sua vida.

“Por exemplo, tenho dois filhos pequenos e tudo que invisto para eles está em ação, porque ação é longo prazo e eles não têm risco. Se as empresas que escolhi para eles quebrar, sou eu quem banco tudo que eles precisam. Agora, seria uma temeridade, próximo a idade deles cursarem o ensino superior, manter tudo em ações”, explica. 

Mas, segundo o educador, não é a idade que determina onde investir e sim a fase da vida que o investidor se encontra. “Identificar em que fase da vida está, quais são suas necessidades e que tipo de investimento vai suprir essas necessidades é algo que o investidor consciente sabe fazer”, conta e completa: “ser consciente é muito menos uma questão de idade e muito mais uma questão de planejamento financeiro. Sempre brinco, todo mundo quer ter um filho médico, aí o filho cresce, entra na faculdade de medicina, o cidadão fica feliz, mas a mensalidade custa R$ 5 mil por mês. Como pagar se não houve planejamento?”, questiona. 

Diversificar
Ainda de acordo com Calil, outra característica do investidor consciente é a diversificação.

“É como comer. Por mais que você goste mais da sobremesa, você não pode se alimentar só de sobremesa. O mesmo acontece com os investimentos. Você não pode nutrir seu patrimônio com todo o dinheiro em uma modalidade só. Você tem no mercado vários investimentos que juntos formam uma composição saudável para sua vida financeira”.

O educador ressalta ainda que a composição perfeita da carteira difere de investidor para investidor. “O que pode trazer bom resultado para um, pode não ser o ideal para outro porque as metas, os prazos e os perfis são diferentes. Hoje as pessoas investem de olho em daqui a um ano, 5 anos, 10 anos e aposentadoria. Então, além de diversificar em ativos, é preciso diversificar em estratégias”, finaliza.