Publicidade
SÃO PAULO – O IBGE divulgou esta manhã o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) referente ao mês de março. O índice ficou em 0,62%, representando aumento de 0,31 ponto percentual em relação ao índice do mês anterior e bem acima da expectativa do mercado, que esperava que a inflação atingisse 0,40%, segundo pesquisa elaborada pelo Banco Central.
Com isso, o acumulado no ano ficou em 2,01%, acima do percentual de 1,75% registrado em igual período do ano passado. Nos últimos doze meses, o índice acusou inflação de 9,72%, também acima do registrados no doze meses anteriores, de 9,57%.
Reajuste da gasolina pressionou índice
A alta de 4,16% da gasolina representou a maior contribuição individual para o índice, com 0,15 ponto percentual. Já o reajuste de 4,79% do leite pasteurizado pressionou o item alimentos, neutralizando a queda de produtos importantes como arroz, feijão-carioca e carnes. Finalmente, o aumento de 2,24% nos preços da energia elétrica também pressionou o índice, assim como os produtos não alimentícios, que tiveram variação de 0,66% em março.
Porto Alegre teve maior inflação
A cidade de Porto Alegre registrou inflação de 1,36%, a maior das 11 cidades em que os dados são coletados devido ao aumento de 7,84% das tarifas de ônibus e de 8,43% da taxa de água e esgoto. Já Belo Horizonte registrou a menor elevação de preços, registrando ligeira alta de 0,20%.
Em São Paulo, a inflação levantada pelo INPC foi de 0,48% em março, registrando um acumulado de 1,17% em 2002.
Metodologia do INPC
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 08 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange 09 regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.
Para cálculo do INPC de março foram comparados os preços coletados no período de 01 a 28 de março (referência) com os preços vigentes no período de 29 de janeiro a 28 de fevereiro (base).