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Só consigo investir R$ 100 por mês; existe outra opção além da poupança?

Ana Paula Couto Cordeiro, CFP, planejadora financeira certificada pelo IBCPF, responde a pergunta de leitor do InfoMoney

Pergunta:

Sou estudante universitário e vejo inúmeras perguntas no InfoMoney sobre investimentos, poupança e sobre o fato da poupança não dar um lucro real; apenas a inflação.

A minha dúvida é: Sou estudante e não tenho renda elevada. O máximo que consigo juntar é cerca R$100 por mês - dinheiro que, às vezes, sobra dos livros. Por se tratar de um valor baixo, nesse caso, a poupança é a melhor forma para eu guardar dinheiro?

Leitor: Cristian

Resposta de Ana Paula Couto Cordeiro, CFP, planejadora financeira certificada pelo IBCPF:

Cristian, a poupança é uma boa alternativa de investimento para quem quer começar a poupar/investir. A vantagem da poupança é que ela é isenta de imposto de renda, então todo o rendimento é líquido. Você só deve atentar para não realizar resgates antes da data de aniversario de sua caderneta para não ser penalizado. O rendimento da poupança nos últimos 12 meses foi de 6,55%.

Outra boa alternativa seria o CDB (Certificado de Depósito Bancário). O CDB pós-fixado acompanha a taxa de CDI (taxa de referência utilizada para remuneração dos depósitos bancários). Nos últimos 12 meses essa taxa foi de 8,65%. Se o seu banco lhe oferecer uma taxa equivalente a 90% do CDI ou maior, esta aplicação passa a ter uma vantagem em relação a poupança.

Lembre-se que nos CDBs há incidência de imposto de renda sobre o rendimento.

Vamos considerar a menor alíquota de IR (15%) para aplicações com prazo igual ou maior do que 2 anos.

Veja:

8,65% - 15% (IR) = 7,35% (líquido)

Taxa CDB: 90%

7,35% x 0,90= 6,61%

Portanto, se a taxa oferecida pela instituição financeira for igual ou maior do que 90% do CDI, o CDB é mais vantajoso. Se a taxa foi menor do que 90% do CDI, a poupança passa a ser mais vantajosa. Mas lembre-se que neste cálculo você deve deixar o valor aplicado em CDB por mais de 2 anos para obter a menor alíquota de IR.

Você também pode conversar com o seu gerente de contas sobre opções de investimentos em fundos de renda fixa indexados ao CDI. Aqui você deve observar o valor mínimo para aplicação inicial, valor mínimo para aportes subsequentes, taxa de administração do fundo, e eventuais taxas de entrada e saída.

Outra dica, é olhar a rentabilidade de 12, 24 e 36 meses, com isso você terá uma boa ideia do que esperar neste tipo de investimento.

Ana Paula Couto Cordeiro planejadora financeira pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). 

As respostas refletem as opiniões do autor. O IBCPF e o Infomoney não se responsabilizam pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações. Perguntas devem ser encaminhadas para onde_investir@infomoney.com.br

Prezado Hildebrand, 

Pouco a pouco é possível ver mudanças significativas no perfil de investimento dos brasileiros. Percebemos, por exemplo, o crescimento do numero de jovens que estão disponibilizando parte de sua renda para se planejar financeiramente para a sua aposentadoria. É um movimento que tende a crescer cada vez mais ao longo dos próximos anos, especialmente com a educação financeira em curso em nossa sociedade. 

 Sua iniciativa é digna de receber elogios e servir de exemplo a outros tantos... 

 Como seu planejamento para esse investimento tem um horizonte de 15 anos algumas observações importantes devem ser feitas. Em uma simulação com um investimento inicial de R$ 10.000 e aplicações regulares de R$ 500, com uma rentabilidade anual de 10%, atingiremos após 15 anos um capital de R$ 242.583, sem considerar a inflação no período. Com esse capital investido é possível viver com uma renda de aproximadamente R$ 2 mil/mês, complementando a sua aposentadoria. No entanto, a pergunta magica é como atingir essa rentabilidade para um baixo risco no investimento. 

 Com as informações presentes não é possível identificar qual o seu perfil de investidor, onde seria possível identificar o quanto de risco você esta propenso a aceitar em sua carteira de investimentos (para saber o seu perfil de investidor é aconselhável buscar sua instituição financeira e responder ao questionário “Suitability”). No entanto, podemos considerar que você segue o padrão brasileiro de conservadorismo em seus investimentos, bastante carregado de “renda fixa” , mas propenso a conhecer novos produtos para pequenos investimentos. 

 Sugiro, para você superar a rentabilidade apresentada na simulação, que divida seu patrimônio em 2 partes. 

 A primeira parte é separar R$ 5 mil inicial e 80% de suas aplicações regulares para um fundo de renda fixa com credito privado que supere consistentemente 100% do CDI. Muitos fundos conseguem superar esse benchmark, e possuem aplicações inicias bastante acessíveis. Prefira esse investimento as NTN-Bs e a sua aplicação em imóveis. 

 Para os outros R$ 5 mil iniciais, e 20 % de suas aplicações mensais (R$100,00), podemos ser um pouco mais arrojados, buscando atingir uma rentabilidade superior do que a renda fixa. Como sua disponibilidade atual é pequena para ser investida diretamente em ações (coma na sua atual carteira de ações de Vale e Itau), uma excelente alternativa são os fundos de ações. 

 Os fundos de ações são, para a grande maioria dos investidores, a melhor alternativa para seus investimentos em renda variável. Apresentam vantagens como liquidez, diversificação e uma gestão profissionalizadas dos seus investimentos. Com ele você estará bem atendido para atingir sua meta de longo prazo na aposentadoria. Procure gestoras com comprovada competência em sua equipe de analise, e fundos de ações que sejam considerados “Ibovespa ativo”, com a intenção de superar o bechmark. Prefira esses as ações propriamente ditas. 

 E lembre-se: o resultado do seu sucesso financeiro também depende de você! 

 *Fabiano Pessanha, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF 

 


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