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Qual a melhor opção para investir R$ 300 por mês durante 1 ano?

O leitor, atualmente, aplica só na poupança

Pergunta:

Pretendo investir ao menos R$ 300 (aproximadamente 10% de meu salário) mensalmente e resgatar ao final de 12 meses. O que me recomendam? Hoje eu aplico somente na poupança.

Leitor: Michel

Resposta de Luciano Pinheiro, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF:

Prezado Michel,

Como você pretende investir somente um pequeno capital e tem a meta de resgatá-lo no curto prazo (12 meses), é aconselhável que você continue investindo na poupança. E os motivos são vários.

Um deles é o fato de que, no curto prazo, a poupança não perde tanto em termos financeiros se comparada a outras modalidades de investimento disponíveis para um baixo capital a ser investido.

Dentre as vantagens da poupança, estão: a alta liquidez, a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até o limite de R$ 250 mil por instituição financeira, a isenção de impostos e inexistência de taxas de administração ou tarifas bancárias.

Além disto, uma vez que a taxa Selic está acima de 8,5% ao ano, as aplicações efetuadas na poupança nova (aberta posteriormente a 04/05/2012) recebem os mesmos rendimentos da poupança antiga, ou seja, TR (Taxa Referencial) mais 0,5% ao mês.

Os fundos de investimento em renda fixa, em contrapartida, só conseguem apresentar desempenho melhor que a poupança quando suas taxas de administração são muito baixas (entre 0,5% e 1,0% a.a. para fundos com resgates a partir de 6 meses, ou 1,5% a.a. para fundos de longo prazo).

Contudo, esses fundos só estão acessíveis a investidores dispostos a realizar aplicações bem mais expressivas, sendo que seus regulamentos exigem como aporte inicial valores de R$ 50 mil, R$ 100 mil, R$ 250 mil, e assim por diante.

Já no caso do investimento no Tesouro Direto (títulos públicos da dívida federal), mesmo estando estes sujeitos à incidência de imposto sobre os rendimentos e taxa de custódia (algumas instituições financeiras isentam o investidor dessa taxa), é bem provável que sua rentabilidade final fique acima da poupança.

Contudo, como se trata de um prazo curto (12 meses), essa diferença de ganho financeiro não será tão expressiva quanto se você permanecesse investindo por um prazo maior.

Some-se a isto o fato de que, uma vez que o vencimento dos títulos atualmente disponíveis para compra é longo (entre 2016 e 2050) e você precisaria vendê-los logo após 12 meses, o preço dos títulos sofreria um deságio nessa venda antecipada, ou seja, o seu rendimento real seria inferior àquele pactuado no momento da compra do título.

Além disso, existem questões operacionais a se considerar: o investimento em títulos públicos tem horários definidos para compra, bem como datas específicas para venda (semanalmente entre 09h de quarta-feira e 05h de quinta-feira), e o recebimento dos recursos ocorre somente em D+1 (dia seguinte ao da venda).

Também é preciso levar em conta outras situações inerentes a esse tipo de investimento. Eventualmente, as negociações no Tesouro Direto podem ser suspensas (em razão de reuniões do Copom ou da detecção de forte volatilidade nas taxas de juros), bem como pode ocorrer alteração no rol de títulos disponíveis para compra, com o encerramento da oferta de alguns títulos e a disponibilização de outros.

Além dessas modalidades, há também a alternativa de aplicação em CDBs e RDBs. Contudo, quanto menores o capital investido e o prazo de manutenção, menor será a rentabilidade paga nesses produtos. É uma situação similar à dos fundos de investimento, já que os bancos só costumam ofertar percentuais de remuneração atrativos nos CDBs e RDBs para clientes dispostos a investir um alto volume de recursos.

O mercado de ações, por sua vez, não é a opção mais indicada para quem investe com a pretensão de utilizar o capital acumulado daqui a certo prazo, ainda mais em se tratando de um prazo curto. Este mercado envolve dezenas de variáveis e o investimento em ações exige conhecimento e atualização constantes, além do que o aconselhável é investir em renda variável objetivando retornos em longo prazo.

Da análise de todas essas alternativas, é altamente recomendável que você permaneça investindo na poupança, considerando-se a sua disponibilidade mensal de capital (R$ 300,00) e o prazo em que deseja lançar mão dos recursos (12 meses).

Luciano Pinheiro é planejador financeiro pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). 

As respostas refletem as opiniões do autor. O IBCPF e o Infomoney não se responsabilizam pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações. Perguntas devem ser encaminhadas para onde_investir@infomoney.com.br

Prezado Hildebrand, 

Pouco a pouco é possível ver mudanças significativas no perfil de investimento dos brasileiros. Percebemos, por exemplo, o crescimento do numero de jovens que estão disponibilizando parte de sua renda para se planejar financeiramente para a sua aposentadoria. É um movimento que tende a crescer cada vez mais ao longo dos próximos anos, especialmente com a educação financeira em curso em nossa sociedade. 

 Sua iniciativa é digna de receber elogios e servir de exemplo a outros tantos...

 Como seu planejamento para esse investimento tem um horizonte de 15 anos algumas observações importantes devem ser feitas. Em uma simulação com um investimento inicial de R$ 10.000 e aplicações regulares de R$ 500, com uma rentabilidade anual de 10%, atingiremos após 15 anos um capital de R$ 242.583, sem considerar a inflação no período. Com esse capital investido é possível viver com uma renda de aproximadamente R$ 2 mil/mês, complementando a sua aposentadoria. No entanto, a pergunta magica é como atingir essa rentabilidade para um baixo risco no investimento.

 Com as informações presentes não é possível identificar qual o seu perfil de investidor, onde seria possível identificar o quanto de risco você esta propenso a aceitar em sua carteira de investimentos (para saber o seu perfil de investidor é aconselhável buscar sua instituição financeira e responder ao questionário “Suitability”). No entanto, podemos considerar que você segue o padrão brasileiro de conservadorismo em seus investimentos, bastante carregado de “renda fixa” , mas propenso a conhecer novos produtos para pequenos investimentos.

 Sugiro, para você superar a rentabilidade apresentada na simulação, que divida seu patrimônio em 2 partes.

 A primeira parte é separar R$ 5 mil inicial e 80% de suas aplicações regulares para um fundo de renda fixa com credito privado que supere consistentemente 100% do CDI. Muitos fundos conseguem superar esse benchmark, e possuem aplicações inicias bastante acessíveis. Prefira esse investimento as NTN-Bs e a sua aplicação em imóveis.

 Para os outros R$ 5 mil iniciais, e 20 % de suas aplicações mensais (R$100,00), podemos ser um pouco mais arrojados, buscando atingir uma rentabilidade superior do que a renda fixa. Como sua disponibilidade atual é pequena para ser investida diretamente em ações (coma na sua atual carteira de ações de Vale e Itau), uma excelente alternativa são os fundos de ações.

 Os fundos de ações são, para a grande maioria dos investidores, a melhor alternativa para seus investimentos em renda variável. Apresentam vantagens como liquidez, diversificação e uma gestão profissionalizadas dos seus investimentos. Com ele você estará bem atendido para atingir sua meta de longo prazo na aposentadoria. Procure gestoras com comprovada competência em sua equipe de analise, e fundos de ações que sejam considerados “Ibovespa ativo”, com a intenção de superar o bechmark. Prefira esses as ações propriamente ditas.

 E lembre-se: o resultado do seu sucesso financeiro também depende de você!

 *Fabiano Pessanha, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF

 


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