Inflação abaixo do esperado, ata do Copom e Compass; veja os destaques da semana

Quanto mais baixa a nota, no caso do banco digital, maior o risco percebido

Research XP

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Em dezembro, a XP havia concluído que não existia bolha nas empresas de inteligência artificial, já que os lucros justificavam o preço elevado das ações. Seis meses depois, a preocupação mudou de foco: não é mais o preço, e sim se haverá procura suficiente para sustentar tantos investimentos.

As grandes donas de centros de dados estão gastando somas inéditas em infraestrutura, algo que faz sentido hoje, mas que exige retornos altíssimos lá na frente. Para os próximos um a dois anos, a XP ainda vê um ambiente favorável ao crescimento de lucros e de preços.

Moody’s rebaixa o Banco Digimais

A Moody’s reduziu a nota de crédito do Banco Digimais de B+.br para CCC+.br. Essa nota mede o risco de calote: quanto mais baixa, maior o risco percebido. A avaliação não considerou possíveis efeitos da compra do banco pelo BTG Pactual (BPAC11).

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Logo depois, a agência retirou as notas do banco por motivos comerciais e avisou que deixará de acompanhar o crédito da instituição. Na prática, o Digimais não será mais monitorado pela Moody’s.

IPCA-15 vem abaixo do esperado, mas ainda preocupa

A prévia da inflação oficial, o IPCA-15, subiu 0,41% em junho, informou o IBGE na quinta-feira (25). O número ficou abaixo da projeção da XP (0,46%) e do mercado (0,44%), mas o acumulado em 12 meses avançou de 4,64% para 4,80%.

As maiores surpresas para baixo vieram da comida em casa, do seguro de automóveis e das refeições fora de casa. Na contramão, as passagens aéreas puxaram os preços para cima e foram o principal peso negativo do mês.

Ata do Copom aponta inflação mais difícil

O Banco Central divulgou na terça-feira (23) a ata da reunião de junho do Comitê de Política Monetária, o Copom. O documento citou a aceleração da economia no primeiro trimestre e admitiu que as expectativas de inflação seguem acima da meta de 3%.

No cenário externo, o comitê descreveu um quadro de muita incerteza, com tensões geopolíticas ainda sem desfecho claro. O tom reforça a ideia de que a redução dos juros deve ser conduzida com cautela.

Compass entra na cobertura com recomendação de compra

A XP iniciou o acompanhamento da Compass (PASS3) recomendando a compra das ações. A tese tem dois pilares: um portfólio forte de distribuição de gás natural nas regiões mais ricas do país, que dá segurança ao valor da empresa.

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O segundo pilar é o crescimento. A Edge, plataforma de comercialização de gás da companhia, abre espaço para expandir os negócios com retornos atraentes. A combinação aponta para avanço somado a bons dividendos.

ETFs europeus desembarcam na XP

A XP passou a oferecer os chamados ETFs UCITS — fundos negociados em bolsa montados sob uma diretiva europeia que impõe regras rígidas de diversificação, transparência e proteção ao investidor. Costumam ter sede na Irlanda ou em Luxemburgo e aplicam em ativos do mundo inteiro.

Na prática, esses produtos permitem montar carteiras globais por um único veículo, com boa diversificação e vantagens no pagamento de impostos para quem investe a partir do Brasil. É uma porta de entrada mais simples para quem deseja expor parte do patrimônio ao exterior.

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China: da indústria pesada à nuvem

Uma viagem da XP à China renovou a leitura sobre setores que vão de matérias-primas a indústria, energia e inteligência artificial. O país segue marcado pela escala, mas a produção cresceu mais rápido que o consumo, e as exportações viraram a válvula de escape que pressiona preços no mundo todo.

O resultado é uma pressão constante sobre produtos mais padronizados e lucros desiguais entre as empresas. Os melhores retornos ficam concentrados em setores com pouca concorrência ou em nichos que exigem mais tecnologia.