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A famosa gestora Infinity Asset, que foi fundada em 1999, anunciou nesta semana o fechamento para resgates e aplicações de três fundos de renda fixa da casa: Infinity Tiger Alocação Dinâmica, Infinity Lotus e Infinity Select.
O Select é o carro-chefe da casa. Em dezembro do ano passado, o fundo possuía R$ 681,9 milhões e viu o montante recuar para R$ 280,97 milhões na última quarta-feira (8). Já o número de cotistas despencou de 6,2 mil para 5,0 mil no período.
Já o Lotus viu o patrimônio encolher de R$149,8 milhões, em dezembro, para R$ 98,20 milhões na última quarta-feira (8), enquanto o patrimônio líquido passou de R$ 79,4 milhões para R$ 72,5 milhões, no caso do Tiger.
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Todos os três produtos possuem resgate em D+0, ou seja, são fundos de curtíssimo prazo. Os demais fundos multimercados e de renda variável da gestora não sofreram nenhuma alteração.
A medida foi tomada em razão do “aumento repentino e atípico, considerando o histórico do fundo, de pedidos de resgate por parte dos cotistas”, segundo o fato relevante. Os saques na gestora começaram após a Infinity perder o selo da Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em dezembro de 2022.
De acordo com informações da associação, a casa foi desligada por causa do descumprimentos de melhores práticas, como a realização de investimentos em violação aos limites previstos nos regulamentos; falhas no processo de acompanhamento dos riscos de crédito das operações realizadas nos fundos; falhas na administração de potenciais conflitos de interesses; falta de independência na área responsável por gestão de risco e compliance e falhas no processo de rateio de ordens.
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O julgamento pelo conselho de melhores práticas da Anbima aconteceu em dezembro de 2020, mas os efeitos da decisão estavam suspensos em cumprimento de liminar, que tinha sido concedida à Infinity em ação que tramita em segredo de Justiça no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
A perda do selo da Anbima não impede a gestora de continuar operando, já que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é o órgão responsável por autorizar o funcionamento e registro da instituição
No fato relevante, a Infinity defendeu que não foi assegurado o seu pleno exercício do contraditório e da ampla defesa na ação judicial. A casa disse ainda que “permanece cumprindo em todos os seus atos as diretrizes contidas nos manuais de melhores práticas e respeitando os códigos da Anbima”.