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SÃO PAULO – A indústria de fundos de investimentos deve continuar registrando expansão neste ano, de acordo com o vice-presidente da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), Demosthenes Pinho Neto.
Em 2011, a indústria registrou captação líquida de R$ 84,9 bilhões, deixando o PL (patrimônio líquido) total em R$ 1,925 bilhão (incluindo os fundos off-shore). “Não correríamos grandes riscos se disséssemos que 2012 vai ser igual ou melhor do que o ano passado”, afirmou Pinho Neto durante encontro com jornalistas.
De acordo com ele, alguns fatores devem influenciar o desempenho da indústria neste ano que se inicia. Um deles é o fato de os bancos não estarem precisando captar tanto com CDBs (Certificados de Depósitos Bancários), que concorrem com os fundos de investimentos mais conservadores (como os fundos referenciados DI e de renda fixa).
“Em anos em que se tem um crescimento muito grande da economia, também pode haver uma expectativa de forte crescimento de crédito. Isso pode drenar os recursos que iriam para os fundos e direcioná-los para o CDB, porque os bancos precisam captar. Só que não estamos vendo isso em 2012”, disse.
Brasil no cenário mundial
De acordo com a Anbima, de dezembro de 2003 até junho de 2011, o Brasil registou um crescimento de 248% do market share (participação de mercado) para 4,3% do total da indústria global de fundos de investimento. Com isso, o País ocupa a sexta colocação em market share internacional, atrás de Estados Unidos, Austrália, França, Irlanda e Luxemburgo. Estes dois últimos são conhecidos como centros de estruturação de produtos.
“Ultrapassar a Irlanda é algo muito factível já nos números de dezembro”, disse o vice-presidente da Anbima – o último dado atualizado é referente ao mês de julho.