Importação chinesa de celulose chega a 1,07Mt; participação do Brasil sobe

Analistas do Credit Suisse acreditam que notícia é positiva para setor; participação do Brasil nas importações sobe para 19%

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SÃO PAILO – Os analistas do Credit Suisse avaliam que as empresas de papel e celulose da América Latina tiveram uma notícia positiva após a divulgação das importações de celulose da China na quarta-feira (11). Contudo, o banco manteve a visão cautelosa sobre a valorização dos papéis do setor.

O país importou um total de 1,07 milhão de toneladas de celulose em outubro, 69% a mais que no mesmo mês do ano anterior, mas 21% abaixo do registrado em setembro. Para os analistas, esse declínio na passagem mensal não deve ser visto como preocupante, uma vez que em setembro as importações do produto haviam atingido patamar recorde, de 1,36 milhões de toneladas.

Para a equipe, as estatísticas de celulose ainda mostram um cenário restrito de oferta, com estoques menores do que o normal, enquanto a demanda chinesa se mostra em níveis saudáveis, e a mundial, excluindo a China, mostra sinais de melhora.

Brasil

Brasil, Chile e Canadá estão entre os maiores exportadores de celulose para a China, e os analistas destacam que o Brasil já aumentou em 8 pontos-percentuais sua participação nas importações chinesas desde 2007, chegando a 19% do total.

A equipe destacou também o impacto da valorização do real nos preços do produto. Os valores em termos de dólar devem avançar 46% ao final de novembro, em relação à mínima atingida em abril deste ano. Em real, os preços da celulose devem subir apenas 13%.

Perspectivas

No curto prazo, os analistas acreditam que o mercado de celulose vai continuar contraído e o aumento dos preços pode levar à resistência dos compradores. O mercado de papel também enfrenta tempos difíceis.

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No longo prazo, porém, a equipe acredita que o cenário deve melhorar, com o atual efeito de substituição da celulose podendo enfraquecer, enquanto os preços de importação tendem a continuar subindo.