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Hora e vez das bolsas europeias? Gestora vê espaço para “ações de valor” e lista 12 promessas; confira

Cenário de inflação alta e juros elevados beneficia ações de valor no Velho Continente, diz Janus Henderson, que gere € 19,1 bi em ações europeias

Ana Paula Ribeiro

(Getty Images)

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O cenário de inflação em alta e taxas de juros elevadas irão beneficiar as ações focadas em geração de valor na Europa, segundo avaliação da gestora Janus Henderson, que tem sob gestão € 19,1 bilhões em ações europeias. Uma das razões é que esses papéis estão com preços mais atrativos que os encontrados no mercado americano.

“A diferença de avaliação entre Europa e Estados Unidos [medida pelo múltiplo de Schiller de preço sobre lucro] é extrema, apresentado o que parecer ser um ponto de entrada atraente para as ações europeias. Um euro mais fraco torna os produtos da região mais competitivos em comparação com seus pares internacionais”, de acordo com relatório da gestora.

A Janus Henderson lembra que desde a crise financeiro global, de 2008, a Europa passa por um processo de lento crescimento, um dos reflexos de um período prolongado das políticas de austeridade da região, o que teria reduzido o crescimento do PIB da região em 10% na comparação com os Estados Unidos.

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Com o cenário mais favorável ao crescimento agora, a expectativa da gestora é de que as ações de valor da região sejam destaque, dando preferência para diversificação entre aquelas que têm um bom posicionamento global.

As chamadas “ações de valor” são aquelas negociadas abaixo do preço considerado justo. Esses papéis também costumam ser bons pagadores de dividendos. Já as chamadas “ações de crescimento” são as que os investidores esperam um avanço acelerado das receitas e lucros.

“Essa diversidade permite que os investidores da Europa possam balancear a exposição entre empresas cíclicas com preço atraente e aquelas com ações e mercados voltadas para temas de crescimento secular.”

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Diversificação

Os papéis destacados no relatório são os da indústria química Arkema; da holandesa ASML (ASML34), que fornece insumos para a indústria de semicondutores; da fabricante de chocolate Lindt; da DSM, de alimentação animal; da Inditex, dona das redes Zara e Oysho; da Mercedes-Benz; da Nestlé; da empresa de bens de consumo de luxo LVMH; da farmacêutica Novo Nordisk (N1VO34); da empresa de software Ignify; da empresa de energia Total; e da UPM, de papel e celulose.

Outro fator que contribui, segundo a Janus Henderson, para aumentar a atratividade das ações europeias é que a região está bem posicionada para tirar proveito dos temas ESG.

“As emissões ‘net-zero’ são um foco para os defensores da sustentabilidade em todo o mundo. Acreditamos que as empresas de energia são essenciais para alcançar uma transição ordenada para uma economia de baixo carbono”, reforça o relatório, lembrando que as empresas de energia a região possuem tecnologia e caixa para financiar novos investimentos que propiciem essa transição.