Homens e mulheres têm mesma opinião sobre risco, mas divergem sobre retorno

Enquanto as mulheres vêem os imóveis como a aplicação mais rentável, os homens colocam as ações no topo da lista

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SÃO PAULO – Risco e retorno. Quando o assunto é investimento, as duas variáveis andam “de mãos dadas”. Quanto mais disposto a correr risco o investidor estiver, maior a rentabilidade da aplicação – e maiores as perdas, na mesma proporção.

Pesquisa da Quorum Brasil, com o objetivo de identificar os investimentos preferidos de homens e mulheres, revela que, quando o assunto é risco, ambos têm opiniões parecidas.

Quando o assunto é rentabilidade, no entanto, as opiniões são bastante diferentes.

Risco x rentabilidade

Tanto para as mulheres quanto para os homens, a poupança aparece como o investimento mais seguro, de menor risco, seguida por imóveis e previdência privada.

Em se tratando do outro extremo, também existe uma compatibilidade de pensamento, já que ambos acreditam que as ações são os investimentos menos seguros, de maior risco, seguidas pelos fundos de investimentos.

Com relação à rentabilidade, no entanto, as opiniões divergem. Enquanto as mulheres vêem os imóveis como a aplicação mais rentável, os homens colocam as ações no topo da lista, conforme a tabela abaixo.

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Investimento Homens Mulheres
Poupança 6% 19%
Fundos de investimentos 21% 20%
Previdência privada 10% 16%
Imóveis 25% 29%
Ações 38% 16%

Rentabilidade x volatilidade

Diante da insegurança e das incertezas do mercado, é comum que algumas pessoas associem a segurança de investimentos mais conservadores, como a caderneta de poupança, por exemplo, com rentabilidade.

Segundo o levantamento da consultoria, independentemente de risco ou de retorno, quando a questão é conhecer os tipos de investimentos que as pessoas costumam fazer, a poupança aparece como a preferida das mulheres, com 88% das respostas, seguida por previdência privada (25%) e imóveis (20%).

Para os homens, a poupança também encabeça a lista, com 64% das respostas, seguida, no entanto, por fundos de investimentos (48%) e previdência privada (35%).