Fundos de Investimento

Glossário de fundos: conheça os principais termos utilizados nesse mercado

É fundamental que o investidor que aplica em fundos domine alguns conceitos envolvidos diretamente com os seus ganhos

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SÃO PAULO – É muito comum para quem está iniciando sua empreitada no mercado financeiro acabar se deparando com alguns termos que fogem do cotidiano e que acabam dificultando o entendimento pleno dos seus investimentos. E esses jargões de mercado tornam-se ainda mais frequentes à medida que nos aprofundamos em algum assunto específico.

É o caso, por exemplo, quando pegamos uma matéria referente à indústria de fundos de investimento. Por mais que o leitor tenha em mente, por mais vago que seja, um conceito do que seria um fundo de investimento, esse mercado envolve uma infinidade de termos tidos como padrões – como taxas, rentabilidade, cotas, captação líquida, entre outros -, e também terminologias mais específicas, tais como multimercados, hedge funds, come-cotas, entre outras definições que por muitas vezes acabam confundindo o investidor iniciante.

Para ajudar sua iniciação no mercado de fundos de investimentos, o InfoMoney listou abaixo a definição dos principais termos deste mercado.

Princípios Básicos

Cota – todo o dinheiro aplicado por um investidor em um fundo é convertido em cotas que representarão o patrimônio desse fundo. Sendo assim, quando alguém aplica capital em um fundo, ele na verdade está comprando as cotas desse fundo, tornando-se um cotista daquele investimento. Os valores dessas cotas são calculados diariamente.

Benchmark – indicador utilizado pelo fundo como referência para a performance de um fundo, ou seja, um indicador que o fundo utiliza como objetivo de rendimento. Os fundos de renda fixa, por exemplo, costumam ter como benchmark o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), ao passo que os fundos de ações têm o Ibovespa como referência mais utilizada.

Captação Líquida – diferença entre as aplicações e os resgates realizados em um ou mais fundos durante determinado período. As aplicações (também chamadas de captação bruta) refletem as novas entradas de capital, ao passo que os resgates são os saques efetuados.

Patrimônio Líquido – é a soma do valor da carteira do fundo com o capital disponível desse fundo e com os valores a receber, subtraído pelas exigibilidades desse fundo.

Asset Management – quando uma instituição recebe essa denominação, significa que ela é responsável por atuar na gestão de recursos de terceiros. Isso implica não apenas gerir fundos de investimentos, mas também outras modalidades, como carteiras administradas e clubes de investimentos.

Alavancagem – quando um gestor assume posições maiores do que o patrimônio do fundo. Em outras palavras, ele aplica mais dinheiro do que o fundo possui, o que acaba aumentando o risco desse investimento. Existem fundos que não admitem alavancagem, e outros que delimitam o nível de alavancagem permitido. Tudo isso pode ser averiguado dentro do prospecto desse fundo.

Prospecto – documento oficial no qual o fundo explica todas as suas peculiaridades, de forma a manter a máxima transparência frente ao investidor. No prospecto, você tem acesso à política de investimento do fundo, os riscos envolvidos, o benchmark adotado, aplicação mínima inicial, período de carência, taxa de resgate, taxa de performance, entre outros fatores.

Taxas – nesse mercado, há a incidência de diversas taxas. Os investidores precisam estar familizarizados para evitar surpresas desagradáveis. As mais comuns são:

  • Taxas de administração: cobrada por todos os fundos, correspondente à remuneração do gestor
  • Taxa de performance: percentual cobrado por alguns fundos quando a rentabilidade da aplicação supera um patamar pré-determinado
  • Taxas de entrada e de saída: cobradas também por alguns fundos, quando o investidor adquire cotas ou solicita o resgate de suas aplicações, respectivamente.

Come-cotas – incidência do imposto de renda num fundo de investimento, que ocorre sempre no último dia útil de maio e novembro. Como o recolhimento do imposto é feito direto na fonte, ele acaba sendo pago em cotas.

Participantes e reguladores do mercado:

CVM (Comissão de Valores Mobiliários) – órgão regulador do mercado brasileiro, também responsável por gerenciar os fundos de investimentos. As instruções CVM 409, 411 e 413 são totalmente voltadas para esse mercado, estabelecendo não apenas as normas gerais a serem respeitadas, como também a dinâmica de divulgação de informações aos cotistas.

Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) – estabelece a classificação dos fundos de investimentos existentes no mercado brasileiro conforme suas características, esclarecendo ao investidor o perfil de risco que esse fundo possa tomar. Também estabelece um código de autorregulação, padronizando as informações desses fundos.

Gestor e administrador de um fundo – embora aparentem certa semelhança, esses profissionais exercem funções diferentes. O gestor é a pessoa física ou jurídica responsável pela gestão do patrimônio do fundo, ou seja, pelas políticas e decisões de investimento. Já o administrador é quem fica responsável por todas as obrigações administrativas, legais e operacionais, representando o fundo perante órgãos governamentais.

Custodiante – empresa autorizada pelo Banco Central para ser responsável pela guarda dos títulos presentes na carteira de um fundo.

Distribuidor – responsável por captar recursos junto a investidores.

Tipos de gestão:

Gestão Ativa e Passiva – a gestão ativa visa maximizar a rentabilidade dos investimentos, objetivando superar um benchmark específico. Já a gestão passiva é aquela que vislumbra ter um desempenho semelhante ao do índice de referência. No mercado brasileiro, fundos ativos e passivos podem ser encontrados tanto na renda fixa (utilizando como benchmark o CDI ou algum título público, por exemplo) quanto na renda variável (índices de ações, como Ibovespa, IBrX-100 e IBrX-50).

Fundos multimercados – fundos que podem investir em diversas categorias de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio, derivativos, etc.) e que utilizam diferentes estratégias de investimento. Dentre as suas subclassificações, há os fundos que baseiam suas estratégias de acordo com o cenário macroeconômico (multimercados macro), que investem em mais de um fundo gerido por gestores distintos (multimercados multigestor), entre outros.

Fundos Abertos e Fechados – nos fundos abertos, os resgates podem ser feitos a qualquer momento – respeitando as condições estabelecidas no regulamento -, não há limites para o número de cotistas e não existe prazo de duração. Já nos fundos fechados, o resgate só pode ser feito no término do prazo de duração – previamente estabelecido – ou no momento de liquidação do fundo.

FICFIs –fundos de investimento em cotas de fundos de investimento. São aplicações que devem manter no mínimo 95% do patrimônio líquido investido em cotas de fundos de investimento.

Off Shore – fundos de investimentos que aplicam parte dos recursos disponíveis no exterior mas cujo gestor localiza-se em seu País de origem.

FII (Fundo de Investimento Imobiliário) – busca aplicar seus recursos no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários ou em imóveis prontos. Esses fundos podem investir em mais de um imóvel, além de também poderem aplicar em títulos e valores mobliários com algum lastro com o mercado imobiliário.

FIDC (Fundo de Investimento de Direitos Creditórios) – fundo que destina uma parcela mínima de 50% do capital social para a aplicação em direitos creditórios. Esses fundos podem emitir dois tipos de cotas: as sêniores e as subordinadas, sendo que as sêniores não se subordinam às demais cotas para fins de amortização e resgate, ao passo que as subordinadas não podem ser resgatadas ou amortizadas antes de uma sênior.

Outras modalidades de investimento:

Clubes de Investimento – grupo de pessoas físicas que se unem com o intuito de realizar investimentos no mercado. Nenhum dos participantes de um clube pode ter mais de 40% das cotas deste produto. Além disso, uma corretora fica responsável pela parte administrativa e pela custódia das aplicações desse clube.

Carteiras Administradas – serviço mais sofisticado e personalizado, voltado para investidores com maior volume de capital. A composição das aplicações são discutidas diretamente com o cliente.

Private Equity – fundos que adquirem participações significativas em empresas já consolidadas e que não possuem capital aberto na bolsa. O objetivo desses investimento é acelerar o desenvolvimento dessa companhia e lucrar no futuro com a venda dessa participação.

Hedge funds – Fundos que têm como principal característica o fato de não estarem sujeitos a boa parte das limitações e regulamentos impostos ao restante da indústria. O termo “hedging”, em inglês, significa proteção. Contudo, embora as estratégias adotadas por seus gestores visem a minimização dos riscos, o objetivo em geral dessas aplicações é buscar retornos absolutos explorando diversas oportunidades de investimento em praticamente todos os tipos de mercado.

ETF (Exchange-Traded Funds) – também conhecidos como fundos de índice. Basicamente, comprar a cota de um ETF pode ser entendido como adquirir a participação em uma cesta de ações presentes em um determinado índice. O gestor do ETF tem por objetivo, consequentemente, acompanhar esse índice de ações. Atualmente, diversos ETFs estão sendo comercializados no mercado brasileiro, como por exemplo o BOVA11, que representa o índice Bovespa, ou o SMAL11, que acompanha o índice de Small Caps da BM&F Bovespa.

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