Gestoras lançam entidade para ampliar presença dos FIIs em índices globais

A LAREAL nasce integrada à Global REIT Alliance, organização que reúne associações do setor imobiliário listado ao redor do mundo

Vinicius Alves

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A indústria de fundos imobiliários ganhou uma nova entidade voltada à atração de investidores institucionais e ao fortalecimento da presença internacional do setor. A LAREAL (Latin America REITs Association) acaba de ser lançada por gestoras e participantes do mercado com o objetivo de representar os FIIs brasileiros e latino-americanos em fóruns globais.

A associação reúne em seu núcleo fundador Alianza, Guardian, I2A Advogados, Suno, TRX Investimentos, Valora Investimentos e Vinci Compass, além de 13 fundos imobiliários considerados representativos da indústria.

A LAREAL já nasce integrada à Global REIT Alliance, organização que reúne associações do setor imobiliário listado ao redor do mundo e atua na discussão de padrões de governança, transparência e divulgação de informações.

Oportunidade com segurança!

Segundo Potyguara Camargo, presidente da entidade, o mercado brasileiro já atingiu escala suficiente para avançar em sua institucionalização. “Os fundos imobiliários brasileiros já têm escala, produto e histórico. O que falta é uma infraestrutura institucional capaz de organizar dados, criar padrões e ampliar a interlocução com quem define a agenda global do setor”, afirma.

A proposta da associação é atuar na produção de dados, desenvolvimento de padrões de mercado e aproximação dos FIIs com investidores institucionais brasileiros e estrangeiros.

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Associação mira inclusão dos FIIs em índices e ETFs globais

Uma das prioridades da LAREAL é ampliar a presença dos fundos imobiliários brasileiros em índices e ETFs internacionais de real estate.

Segundo estudo da entidade, o Brasil responde atualmente por 8,69% do FTSE EPRA Nareit Emerging Index, com valor de mercado próximo de US$ 14 bilhões.

Em um cenário de maior inclusão dos FIIs brasileiros, essa participação poderia subir para 13,45%, representando um potencial adicional de aproximadamente US$ 12 bilhões.

Para Camargo, a institucionalização passa por aumentar a liquidez, melhorar a qualidade das informações e aproximar os fundos brasileiros dos critérios observados por investidores globais.

“Não se trata apenas de atrair capital profissional. A agenda é mais ampla: institucionalizar o setor”, disse.

A associação também pretende ampliar sua atuação na América Latina e participar de eventos internacionais, como a REITweek, em Nova York. A meta é reunir cerca de 45 fundos associados no primeiro ano de operação.

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