Para poucos

Gestoras de patrimônio têm crescimento acima de 30% em 2020 e chegam a R$ 220,5 bi sob administração

Na distribuição entre as principais classes de ativos, os fundos multimercados se destacam, com 25,3% do total

(Getty Images)

SÃO PAULO – Apesar de todos os estragos e incertezas gerados pela pandemia do coronavírus, os bolsos mais profundos do mercado brasileiro conseguiram atravessar o ano passado sem maiores sobressaltos.

Um retrato pode ser tirado pelo crescimento de 32,7% em 2020, para R$ 220,5 bilhões, do volume administrado pelas gestoras de patrimônio do país, que têm como foco atender apenas investidores com grandes quantias de dinheiro.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Nesse segmento, os investidores são representados por grupos econômicos, ou seja, famílias de clientes que podem conter um ou mais CPFs, dependendo da classificação adotada por cada instituição. O número de grupos econômicos atendidos pelas gestoras cresceu 35,3% no último ano, para 7,9 mil.

“Diante das turbulências de 2020, os clientes puderam contar com a assessoria de especialistas que ajudaram não só a proteger o patrimônio daqueles com menor disposição para riscos, mas também a traçar estratégias que alavancaram os investimentos dos que têm apetite por aplicações mais arrojadas”, afirmou Jan Karsten, diretor da Anbima, em nota.

Busca por diversificação

Na distribuição entre as principais classes de ativos, os fundos multimercados se destacam, com 25,3% do volume total dos gestores de patrimônio em dezembro, seguidos pelos fundos de ações (17,5%), e pelos de renda fixa (11,4%).

A participação dos multimercados ficou praticamente estável no ano passado, enquanto a dos fundos de ações e de renda fixa ganhou espaço no período – era de 16,6% e 10,3%, respectivamente, no fim de 2019.

Entre as opções que perderam espaço, o investimento direto em ações diminuiu de 12% para 10,9% no intervalo, enquanto, nos fundos estruturados (que incluem fundos imobiliários e de participações), a redução foi de 9,5% para 9%. E também de 7,9% para 6,8%, no caso dos títulos públicos.

Confira a seguir as mudanças promovidas ao longo do ano passado nas carteiras sob administração das gestoras de patrimônio do mercado brasileiro.

Essas aplicações podem ser feitas por meio de fundos de investimento ou de carteiras administradas, embora a preferência seja maior pela primeira opção.

Os fundos de investimento no segmento fecharam 2020 com 2,3 mil veículos, que concentram R$ 150,2 bilhões, ou 68,1% do total de aplicações nas gestoras de patrimônio. As carteiras administradas, por sua vez, totalizam 8,6 mil veículos e correspondem a R$ 70,3 bilhões (ou 31,9%).

Baixa dispersão geográfica

O Sudeste e o Sul concentram quase a totalidade do patrimônio do segmento e de investidores. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo correspondem a 85,7% do total aplicado, ou R$ 188,9 bilhões, distribuídos em 6,4 mil grupos econômicos.

O Sul aparece na sequência, com 13,1% dos recursos dos clientes, ou R$ 21,3 bilhões, investidos por 1.031 grupos.

O Nordeste, por sua vez, foi o destaque de crescimento do ano. A região teve as maiores variações de volume financeiro, com alta de 43,2% (chegando a R$ 7,1 bilhões), e de número de grupos econômicos, com aumento de 57,7% (alcançando 208 grupos).

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