Gestora aposta em potencial de ações do Itaú

Itaú foi a escolha da corretora após sofrer danos com medidas governamentais e apresentar boa recuperação no longo prazo

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SÃO PAULO – A BRZ Investimentos  informou em sua carta mensal aos cotistas que acredita no potencial de valorização das ações do Itaú e mantém os papéis no portfólio de seu fundo Valor FIC FIA. Na visão da gestora, os efeitos negativos em função do aumento da interferência governamental e a nova realidade de taxas de juros no Brasil já estão, em grande parte, precificados no valor da ação, mesmo o banco tendo sido o mais afetado pela concessão de crédito.

“Especificamente em Itaú, possivelmente o banco mais afetado pela concessão de crédito com critérios menos restritivos no período 2009-2011, entendemos que boa parte dessa dinâmica já foi endereçada pelo aumento de provisão do banco, mudanças concessão de crédito e por ganhos de eficiência adicionais na operação do banco”, diz a carta. 

Também foi avaliada a capacidade do management em conseguir mitigar os riscos provenientes do ambiente macroeconômico desafiador, o que pôde ser comprovado pelo fechamento do capital da Redecard e a possível verticalização da operação de adquirência e antecipação de recebíveis, entre outras medidas. “Embora essas medidas não apresente efeito imediato no resultado do banco, como as vezes desejado por alguns analistas no mercado, entendemos que Itaú está se posicionando na direção correta e com medidas importantes para enfrentar as mudanças no setor, devendo apresentar resultados consistentemente melhores ao longo do tempo”, apontam os gestores.

Setor elétrico
A BRZ também avaliou outro setor muito afetado pelas medidas governamentais: o elétrico. Dentro desse segmento, a gestora avalia que a Light tem apresentado boas oportunidades e seu risco de renovação não é iminente no curto prazo.

“Entendemos que a empresa passa por um momento de transformação, tomando diversas medidas para endereçar, corretamente, o seu principal desafio, as perdas não técnicas no estado do Rio de Janeiro. Além disso, enxergamos a recontratação da geração própria e algumas outras opcionalidades ainda não totalmente precificadas, em parte em função da desconfiança no setor como um todo”, avalia a BRZ em sua carta mensal.