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Apesar de um cenário internacional ainda marcado por incertezas, inflação resiliente e juros elevados por mais tempo, a SulAmérica Investimentos avalia que há espaço para um ambiente construtivo no Brasil. A leitura é de Marcelo Mello, CEO da gestora, que projeta valorização moderada do real, recuperação gradual da bolsa e manutenção do protagonismo da renda fixa e do crédito privado nas carteiras.
“O mercado iniciou 2025 otimista com a expectativa de afrouxamento monetário nos Estados Unidos, mas esse quadro mudou com a intensificação da guerra comercial promovida por Donald Trump. Hoje, o investidor convive com projeções de inflação mais altas e juros elevados por mais tempo, o que altera completamente o cenário”, afirma.
Segundo Mello, esse ambiente mais restritivo no exterior pressiona os países emergentes a manterem juros elevados para continuar atraindo capital estrangeiro, inclusive no Brasil, com a Selic em patamares altos ao longo de 2025. “Isso mantém o foco do investidor em estratégias de renda fixa, como pós-fixados, NTN-Bs e crédito privado, movimento que já vimos em 2023 e 2024”, diz.
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A SulAmérica Investimentos foi uma das vencedoras da primeira edição da Premiação Outliers InfoMoney, que reconheceu os destaques do mercado em 16 categorias. A gestora levou dois troféus: foi vencedora da categoria melhor fundo de previdência renda fixa crédito privado e terceiro lugar na categoria melhor fundo de renda fixa de crédito privado.
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Com quase 30 anos de história e cerca de R$ 85 bilhões sob gestão, a SulAmérica Investimentos atua em diferentes estratégias, de produtos conservadores a crédito privado, multimercados e ações.
Um dos pilares centrais da estratégia da gestora é o crédito privado, área em que a casa se destacou ao vencer, com o SulAmérica Prev Crédito ESG, a categoria de melhor fundo de previdência em renda fixa crédito privado na premiação do InfoMoney.
Segundo Mello, o diferencial está na gestão ativa e na análise criteriosa, especialmente no mercado secundário.
“Buscamos empresas com robustez financeira e acesso ao mercado de capitais. Esse rigor faz toda a diferença em momentos mais desafiadores.”
No fundo premiado, a análise ESG é parte integrante do processo de investimento. “O olhar para sustentabilidade ajuda a identificar riscos futuros, sejam trabalhistas, ambientais ou de governança. Não é apenas sobre retorno, mas sobre perenidade”, diz.
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O segmento de alta qualidade segue resiliente
A avaliação sobre o mercado de crédito, no entanto, é desigual. “O segmento de alta qualidade segue resiliente, com empresas capazes de atravessar o ciclo com boa gestão de caixa”, afirma. Já no high yield, o cenário é mais delicado. “Empresas menores, sem acesso ao mercado de capitais, começam a sofrer, com sinais de recuperação judicial e renegociação de dívidas.” Esse movimento deve ampliar a diferenciação de taxas no mercado secundário, com prêmios maiores para ativos de maior risco.
No campo das políticas públicas, Mello avalia que a política monetária tem sido conduzida de forma adequada, com resultados no controle da inflação, mas aponta o fiscal como principal ponto de atenção.
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“O que falta para melhorar a dinâmica do crédito e de outras classes de ativos é uma política fiscal mais clara”, afirma.
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Previdência privada desponta
Mello também avalia o avanço do mercado de previdência privada, impulsionado, sobretudo, pelo crescimento da renda real das famílias e pelo ambiente de juros elevados.
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Com juros altos, os aportes tendem a se concentrar em produtos mais conservadores, especialmente os atrelados à Selic. “Esse ambiente reforça o perfil conservador do investidor e torna a previdência ainda mais atrativa frente a ativos de maior risco”, diz.
Segundo ele, algumas mudanças regulatórias nos anos recentes contribuíram para o segmento. Entre elas, Mello destaca a possibilidade de escolha do regime de tributação apenas no resgate, o uso da previdência como garantia para empréstimos e a tributação dos fundos exclusivos fechados. “A adoção do come-cotas nesses veículos gerou um fluxo relevante para PGBLs e VGBLs”, observa.
A flexibilização das regras de alocação, permitindo investimentos em ETFs, criptomoedas e operações estruturadas, também ajudou a modernizar o segmento.
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Para o investidor, a recomendação de Mello é objetiva: “Em um cenário de aversão a risco e incerteza, o melhor caminho é focar no básico, com ativos como NTN-Bs, pré e pós-fixados”. Para quem busca mais risco, o alerta é claro: cautela e orientação profissional. “No crédito privado, entender bem o risco é fundamental. Gestão ativa e análise profunda fazem toda a diferença”, avalia.
Confira a seguir a entrevista completa concedida ao InfoMoney em maio