Em onde-investir / fundos-de-investimento

Rogério Xavier, da SPX, e sua história "surreal" no mercado financeiro

O gestor falou também de seu plano ousado de expansão  

Rogério Xavier SPX
(Youtube/SPX)

SÃO PAULO – Numa das pouquíssimas vezes em que falou sobre sua trajetória e seus negócios, Rogério Xavier, um dos principais gestores de fundos do país, fundador da SPX, contou como decidiu seguir carreira no mercado financeiro – e o que planeja para sua gestora nos próximos anos.

Começando pelo plano “ousado” para a SPX, como ele definiu: a ambição é torná-la a maior gestora de recursos do mundo. Com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Washington e Londres (lar do gestor), a casa tem uma equipe de cerca de 40 pessoas fora do Brasil.

Mas sem correria. “Nunca achei que chegaria a Londres e me tornaria um expert no mundo”, afirmou. “Nosso estilo é ter cuidado com o amanhã, mas foco no longo prazo.”

Xavier deu essas declarações em uma conversa com Guilherme Benchimol, CEO do grupo XP, na Expert, um dos maiores eventos de investimentos do mundo, que acontece em São Paulo.

O gestor contou ainda que resolver que trabalharia no mercado financeiro aos 16 anos, depois de ler uma reportagem na revista Playboy.

Na época, em 1983, a Playboy Brasil publicava reportagens especiais, e a que ele leu contava a história de um trader de ações na Ásia. Xavier resolveu que “queria ser aquele cara”.

Desistiu do plano de se tornar farmacêutico ou engenheiro químico e prestou vestibular para administração na PUC – ele queria cursar economia, mas não havia esse curso noturno, e ele precisava trabalhar.

Assim que passou no vestibular, deixou seu CV na porta do Banco Garantia – apenas com nome e telefone, já que não tinha qualquer qualificação para listar. Um dos sócios do banco gostou do estilo e disse que se ele ainda estivesse interessado dali um ano o contrataria.

Dito e feito. Xavier chegou a fazer um estágio na Caixa Econômica Federal durante esse ano, mas logo em seguida começou no Garantia, como office-boy.

Dali para frente seu caminho foi mais tradicional. Xavier ficou alguns anos no Garantia, depois foi ao BBM e então fundou, com os sócios Bruno Pandolfi e Daniel Schneider, a SPX Capital.

SPX, aliás, significa simplesmente Schneider, Pandolfi e Xavier, conforme seguiu contando na conversa. “Primeiro pensamos em PSX, mas parecia ‘Playstation Extreme’”, brincou. “Colocamos SPX, que é o ticker do índice S&P e remete ao mercado financeiro, e pensamos, ‘qualquer coisa a gente muda depois’”. Nunca mudaram – e nem pretendem mais.

Invista nos melhores fundos do Brasil. Abra uma conta gratuita na XP. 

 

Contato