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"Estávamos errados", dizem gestores da SPX

Asset apostava até em alta dos juros americanos, mas viu cenário mudar e teve que alterar posições

Rogerio Xavier SPX
(Assessoria Credit Suisse)

SÃO PAULO - A lendária SPX Capital, gestora com mais de R$ 30 bilhões em ativos sob gestão e que conquistou o mercado com elevadas rentabilidades em seus quase 9 anos de história, admitiu que falhou ao interpretar a tendência de juros nos Estados Unidos.

“Não acreditávamos que estávamos perto do fim do ciclo de alta nos juros americanos e que poderíamos estar discutindo eventualmente até a queda dos juros em 2019, ou seja, estávamos errados”, escreveu em carta aos cotistas.

Segundo a asset, o cenário mudou e a expectativa é de que a alta dos juros americanos ocorrida em dezembro possa ter sido a última deste ciclo. “Essa mudança de cenário nos fez repensar toda nossa estratégia dos últimos três anos e resolvemos zerar praticamente todas as nossas alocações [em juros]”, escreve.

Antes mais otimista com o exterior, a SPX foi surpreendida por essa mudança de cenário e optou por encerrar suas alocações em juros e na bolsa americana, ficando com o direcional neutro nos EUA.

Já na bolsa brasileira, em que um dos fundadores, Rogério Xavier, é conhecido por sua cautela, parece que a asset está um pouco mais otimista, apesar de trazer algumas ressalvas. “Precisamos aguardar os desenvolvimentos das reformas econômicas e o impacto da desaceleração global na economia brasileira”, escreve.

O portfólio segue com alocações compradas nos setores financeiro, do varejo e de commodities. “Apesar de algum otimismo, seguimos cautelosos”, reforça. A gestora também reduziu sua posição vendida em moedas de países emergentes.

Em dezembro, o SPX Nimitz, que chegou a render 7,63% entre janeiro e junho do ano passado, teve um desempenho negativo de 3,16%, contra um CDI positivo de 0,49%. O multimercado terminou o ano com uma rentabilidade de 3,70%, ou 57,81% do CDI.

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