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Os segredos dos fundos que mais lucraram na Bolsa após as eleições

O InfoMoney conversou com os gestores dos fundos que mais subiram após o primeiro turno para entender como eles se deram bem no rali eleitoral

Investidor feliz
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Na segunda-feira (8) pós eleições, o mercado estava eufórico. Bolsa disparando e dólar caindo refletiam o otimismo do mercado em relação ao segundo turno definido entre Jair Bolsonaro (PSL), com 46% dos votos válidos, e Fernando Haddad (PT), com 29%.

Neste dia, o Ibovespa chegou a subir mais de 6% durante o pregão e terminou com alta de 4,8%, beneficiando alguns gestores de ações que estavam bem posicionados para surfar se não toda, grande parte da alta.

Se o fechamento do Ibovespa já mostrou uma alta expressiva, alguns gestores conseguiram superar esse desempenho.

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Os fundos de ações que mais ganharam no dia após o primeiro turno foram o Moat Capital FIC, Alaska Black FIC Bdr Nível I, XP Dividendos, AZ Quest Top Long Biased, GTI Dimona Brasil e AZ Quest Small Mid Caps, como mostra a tabela a seguir:

Nome Patrimônio Líquido (R$) - em milhões Cotistas Retorno
1/10-5/10 (%) 
Retorno
8/10 (%)
Moat Capital FIC FIA 665.915 2.602 7,38 8,32
Alaska Black FIC FIA Bdr Nivel I 1.337.621 15.259 11,46 7,49
XP Dividendos FIA 267.409 4.732 3,99 6,05
AZ Quest Top Long Biased Fc FIA 273.410 3.102 4,92 6
GTI Dimona Brasil FIA 104.187 890 7,6 5,94
AZ Quest Small Mid Caps Fc FIA 629.598 5.052 3,88 5,73

O InfoMoney conversou com os gestores desses fundos para entender quais foram as estratégias utilizadas, os principais ativos e como eles pretendem se posicionar para o segundo turno, no dia 28. 

Moat Capital FIA

Cássio Bruno e Luiz Paulo Aranha, gestores da Moat Capital, contam que enxergavam um mercado com “muito pouco preço” na vitória de Bolsonaro e que estavam com posição comprada em algumas empresas estatais, como Petrobras (PETR4), Banco do Brasil (BBAS3) e Cemig (CMIG4).

“Nós não fizemos nenhuma posição específica para as eleições. Por meio da ansiedade e indefinição que foi causada ao longo dos últimos meses, conseguimos identificar ativos que tinham downside limitado e maior upside”, explicam.

No dia 8, o fundo estava 99% posicionado em ações. Entre as 21 posições, as maiores eram Petrobras (cerca de 11%), Cemig (cerca de 9%) e Banco do Brasil (cerca de 8%). Demais posições incluíam Usiminas (USIM5), Gol (GOLL4), Ecorodovias (ECOR3) e Cyrela (CYRE3).

Para o segundo turno, a opção é manter a maior parte das posições, reavaliando o que já foi precificado. “É um trabalho constante de análise individual de cada posição. Temos que avaliar como vai ser o governo (confirmando o cenário base do mercado, com vitória de Bolsonaro), se vão ter reformas ou não, se haverá uma agenda econômica liberal etc”, afirmam.

No ano, o Moat Capital FIC FIA sobe 16,5%, contra alta de 11,49% do Ibovespa.

Alaska Black

Henrique Bredda, gestor do Alaska Black, explica que a carteira é 100% de ações e vendida em dólar. No Alaska Black FIC FIA BDR Nível I, as principais posições são Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Magazine Luiza (MGLU3), Braskem (BRKM5) e Suzano (SUZB3).

“A carteira tem sido muito constante desde o início de 2018. Como é uma carteira bem exposta ao ‘risco Brasil’, sofreu antes com a volatilidade das pesquisas eleitorais, mas ganhou os benefícios do desfecho do primeiro turno”, diz Bredda.

XP Dividendos

Na XP Gestão, a estratégia foi escolher empresas resilientes, mais defensivas e com boa geração de caixa, o que inclui as utilities (empresas dos setores elétrico e saneamento), por exemplo. João Braga, gestor de renda variável da XP Gestão, explica que estes ativos não tiveram uma performance tão boa ao longo do ano, mas são expostos ao risco Brasil e se recuperaram com o otimismo do mercado.

A maior posição do XP Dividendos FIA no dia pós-primeiro turno era Transmissão Paulista (TRPL4), que representava 14% da carteira. Em seguida vinha Copasa (CSMG3), com 13%, e Sanepar, (SAPR4), com 11%. Segundo Braga, a carteira está “bem barata” e “pouco precificada”, dado o perfil defensivo - devendo ser mantida para o segundo turno.

GTI Dimona Brasil FIA

A busca por papéis mais defensivos também foi uma opção do GTI Dimona Brasil FIA, que teve alta de 5,94% no dia 8 e, desde o ano passado, tem se posicionado de forma mais defensivo, focando em empresas com alta geração de caixa, valuation interessante e pagamento de dividendos.

Nas vésperas das eleições, André Gordon, gestor da GTI, optou por empresas que teriam mais sensibilidade a um cenário de candidato mais reformista, como Banco do Brasil (BBAS3) e demais estatais como Sabesp (SBSP3), Copel (CPLE6) e Eletrobras (ELET6). Todas tiveram um forte desempenho na virada e contribuíram para a boa performance do fundo.

Para o segundo turno, Gordon acredita que a vitória está praticamente definida, justamente por conta da vantagem de Bolsonaro contra Haddad, do anti-petismo e do apoio do candidato do PSL no Congresso. 

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Considerando um cenário otimista, Gordon mantém o fundo posicionado em setores que tendem a se beneficiar com a queda da taxa de juros e com a retomada da economia. É o caso de shopping centers, utilities e varejo. Entram na lista BR Malls (BRML3), Sonae Sierra (SSBR3), Riachuelo (GUAR3), Hering (HGTX3), Usiminas (USIM5), Gerdau (GGBR4) e Copel (CPLE6).

As maiores posições do GTI Dimona Brasil FIA são Itaúsa (ITSA4) e Riachuelo (Guararapes) (GUAR3), ambas com 13,5%. Em seguida aparecem Sabesp (8,5%), Copel (8%), Sonae (7,5%), Gerdau (7%), BR Malls (6%) e Usiminas (6%).

 

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