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Fundos de previdência são alvo da Polícia Federal por fraudes em aplicações

 As debêntures emitidas por empresas de fachada ultrapassam o valor de R$ 1,3 bilhão

Dinheiro
(Filipe Frazao)

SÃO PAULO - A Polícia Federal, com o apoio da Secretaria de Previdência, deflagrou na quinta-feira (12) a Operação Encilhamento, segunda fase da Operação Papel Fantasma. O objetivo é apurar fraudes envolvendo a aplicação de recursos de Institutos de Previdência Municipais em fundos de investimento que contêm, entre seus ativos, debêntures sem lastro e emitidas por empresas de fachada. As debêntures emitidas por empresas de fachada ultrapassam o valor de R$ 1,3 bilhão.

Policiais federais e auditores-fiscais da Receita Federal cumpriram 60 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão temporária nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás.

Com o avanço das investigações, foram identificados 28 Institutos de Previdência Municipais. Eles investiram em fundos que, direta ou indiretamente, adquiriram papéis sem lastro. Foram identificados o envolvimento de uma empresa de consultoria contratada pelos Institutos de Previdência e elementos que apontam para corrupção de servidores ligados a alguns Institutos de Previdência.

Estão sendo investigados, até o momento, 13 fundos de investimento. No segundo semestre de 2016 foi constatada a existência de R$ 827 milhões em apenas oito destes fundos, dinheiro que, em última análise, destina-se ao pagamento das aposentadorias dos servidores municipais.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, com penas de 2 a 12 anos de prisão. 

 

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