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Estamos positivos com Brasil taticamente, diz Luis Stuhlberger

A posição em ativos brasileiros na carteira do Verde é de 50% em juros, 25% em câmbio e 25% em Bolsa, segundo o gestor

Luis Stuhlberger, do Verde Asset Management
(Folhapress)

SÃO PAULO – Um dos melhores gestores de fundos do país diz que está com uma visão positiva em relação ao Brasil, pelo menos taticamente, e possui investimentos diversificados. Luis Stuhlberger, sócio da Verde Asset Management, afirmou durante evento do Credit Suisse na última terça-feira (30) que apesar disso tem uma posição “pequena para média” em ativos brasileiros. Segundo ele, há o receio de que a volatilidade provocada pelas eleições crie oportunidades para entrar em ativos com preço muito mais barato daqui a algum tempo, mas eles também não querem ficar fora do mercado neste momento. “[a nossa posição em Brasil] Está longe de ser grande, como nos velhos tempos de Verde”, disse.

A posição em ativos brasileiros na carteira do Verde é de 50% em juros, 25% em câmbio e 25% em Bolsa, segundo o gestor. “Nossa ordem de preferência de risco atualmente é: juros, tanto real quanto nominal, na parte intermediária da curva. Em Bolsa, vemos um beta favorável, com potencial para algum alfa”, afirmou. Para o câmbio, o gestor acha que o valuation atual está “ok”, mas com o dólar chegando a R$ 3,10 reavaliaria a posição. “Isso se não houver reforma da previdência esse ano. Se for aprovada, achamos que pode chegar a R$ 3, então com certeza a gente mudaria de posição”, afirmou.

Na opinião do gestor, 2018 deve ser um ano de volatilidade por conta do cenário eleitoral, mas isso deve acontecer principalmente a partir do fim do segundo trimestre. “Está longe [da disputa] estar definida”, disse.

Stuhlberger também afirmou o Brasil passa por um ciclo favorável, com quadro externo “muito benigno”, forte queda da inflação e juros abaixo do neutro. “Por conta do ‘hiato’ na economia, a gente vê a possibilidade que o PIB (Produto Interno Bruto) cresça cerca de 3% talvez por dois a três anos. Ciclicamente, isso é algo que seria possível”, afirmou. Ele lembrou que o governo atual teve um controle de gastos e uma melhora institucional de governança muito grande. “Isso foi uma surpresa muito grande para a gente”, afirmou.

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O gestor disse que o atual quadro fiscal do Brasil é estruturalmente muito ruim, e que  ainda são necessárias reformas adicionais para que o PIB potencial aumente significativamente. “Porém, aparentemente, no momento atual os mercados não ligam muito para essas duas últimas linhas: fiscal ruim e reformas adicionais”, afirmou. “No curto prazo estamos com aquele ‘dinheiro’ bom, no médio prazo tem o risco eleitoral e no longo prazo os nossos problemas estão muito longe de estarem resolvidos”, disse.

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