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Conheça a estratégia "ágil e pragmática" do fundo que rendeu 4 vezes mais que o Ibovespa

Ralph Rosenberg é o convidado desta semana no programa Papo com Gestor, apresentado por Thiago Salomão, editor-chefe do InfoMoney

SÃO PAULO – Assim como muitos fundos, o Perfin Institucional surgiu no auge da euforia da bolsa, durante a crise de 2007/2008. Entretanto, diferente da maioria, conseguiu preservar o dinheiro dos investidores, sobrevoando momentos conturbados e investindo em empresas que preservem esses capitais. 

No mercado há 10 anos, a Perfin é gerida por Ralph Rosenberg e deriva de um clube de investimentos. Apesar de ter um rigoroso processo qualitativo de seleção de ações, conseguiu apresentar uma performance muito boa em 2017. Desde abril de 2012 para cá, o fundo já rendeu 71%, contra 18% do Ibovespa.

Ralph Rosenberg é o convidado desta semana no programa Papo com Gestor, apresentado por Thiago Salomão, editor-chefe do InfoMoney. O programa é fruto de uma parceria do InfoMoney com a XP Investimentos e trará, toda semana, entrevistas com gestores dos melhores fundos de ações dentre os mais de 50 disponíveis na plataforma digital da XP Investimentos.

Segundo Rosenberg, o rigoroso processo de seleção de ações serve para entender os motivos de precificação do ativo e o porquê de ele estar barato em relação às demais empresas do setor. “Não adianta ter uma excelente empresa se não tiver um alinhamento interno”, reforça. Esse processo costuma levar entre um mês e meio a cinco meses, dependendo da complexidade do ativo; “mas não dá para esperar muito. O mercado é muito dinâmico, precisamos ser ágeis e pragmáticos”, diz.

Com uma postura defensiva, o gestor afirma focar em teses sustentáveis, ou seja, quanto maior o risco, menor a participação na carteira, porém diz não ignorar modismos. Ele afirma ter comprado, por exemplo, uma pequena posição em Magazine Luiza (MGLU3), e ter ganhando no mesmo mês 50%.

“O core do portfólio é mais focado em empresas de capital intensivo, salvo CVC (CVCB3) e BMF (BVMF3). O core do portfólio está 65% em empresas de capital intensivo, como Alupar e Iguatemi, e o restante em empresas asset light, como BMF, CVC, entre outras”, diz.

Confira a entrevista completa no vídeo acima.

 

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