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SÃO PAULO – Para aqueles que aplicam seus recursos em fundos, é interessante conhecer a nova classificação feita pela Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), cujo objetivo é refletir melhor as evoluções do mercado e as novas regras introduzidas pela Instrução CVM nº 409. A legislação entrará em vigor se for aprovada pela assembléia dos fundos
De acordo com a nova classificação, existirão sete grandes categorias, com outras subdivisões. Essas categorias compreendem os fundos de investimento, fundos fechados, fundos de previdência, fundos mútuos de privatização, fundos off shore, fundos de investimento em direitos creditórios, fundos de investimento imobiliário e fundos de índice.
Diante de tantas classificações, o investidor normalmente se questiona sobre onde é melhor aplicar e quais são as principais diferenças. Para essa primeira pergunta, não existe uma reposta generalizada. Isso porque o perfil do investidor e o prazo em que ele deseja obter o retorno para seu investimento fazem com que essa escolha varie conforme a pessoa. Com relação à última questão, segue abaixo o conjunto de principais características dos diversos fundos.
Oportunidade com segurança!
Fundos de investimento
Os chamados fundos de investimento serão divididos em oito categorias. A primeira é a dos fundos de curto prazo, com prazo médio de carteira de no máximo 60 dias. A segunda categoria é a dos fundos referenciados, que pela nova classificação, são divididos apenas em dois fundos, referenciados DI e outros. Isso porque os antigos fundos referenciados dólar e euro foram incorporados nos chamados fundos cambiais.
A terceira categoria é a dos fundos de renda fixa, que possuem atualmente o maior patrimônio líquido da indústria de fundos. Já o quarto tipo dos fundos é o dos cambiais, dividido por sua vez em cinco categorias, que incluem o cambial indexado dólar e euro, o cambial dólar com e sem alavancagem, e o cambial outros com e sem alavancagem.
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O quinto tipo de fundo é o multimercado, que vem ganhando mais adesão dos investidores a cada dia, e, como o próprio nome diz, busca diversificar sua carteira em vários ativos e, assim. diluir o risco. O sexto se refere aos fundos de dívida externa, os Fiex, que têm como objetivo investir preponderantemente em títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União.
A sétima categoria de fundos de investimento é a dos fundos de ações, que devem aplicar, de acordo com a nova regra, um mínimo de 67% da carteira em ações à vista. Este tipo de fundo apresenta outras subdivisões, como os setoriais, indexados ao Ibovespa, IBX, etc.
A oitava e última categoria é a dos fundos fechados, que são aqueles em que não admite o resgate de quotas a não ser no término do prazo de duração, ou no momento de liquidação do fundo.
Fundos de previdência e mútuos de privatização
Na categoria dos fundos de previdência, incluem-se os FAPI’s e Fundos Exclusivos para PGBL’s, voltados para a garantia da aposentadoria dos investidores. Tais fundos também têm tido uma boa aceitação por parte dos investidores, registrando uma forte entrada de recursos recentemente.
Já os fundos mútuos de privatização aplicam seus recursos na compra de ações de empresas que foram privatizadas através de oferta pública destas ações, como é o caso dos FMP Petrobras e FMP Vale do Rio Doce. Por isso, acompanham de perto o comportamento das ações as quais se referem.
Fundos off shore e em direitos creditórios
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Para efeitos desta classificação da Anbid, será considerado fundo off shore aquele constituído fora do território brasileiro, mas cujo gestor localiza-se no Brasil. Há três tipos, os fundos off shore renda fixa, os renda variável e os mistos.
Os fundos de investimento em direitos creditórios também são conhecidos como fundos de recebíveis. Inclui os fundos que aplicam ao menos 50% do seu patrimônio em direitos creditórios, ou em títulos representativos desses direitos.
Fundos de investimento imobiliário e fundos índice
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No caso dos fundos de investimento imobiliário, os recursos captados são direcionados a empreendimentos imobiliários específicos, como, por exemplo, flats, hotéis e shoppings. Vale citar que têm sido lançados muitos índices dessa categoria recentemente.
Como exemplo de fundos de índice, pode-se citar o fundo PIBB (Papéis Índice Brasil Bovespa – 50). Este é constituído por ações de empresas que pertencem ao BNDESPAR e que busca replicar o retorno do IbrX-50.
Enfim, opção de aplicação é o que não falta na indústria de fundos. O que pode faltar é o conhecimento por parte do investidor, interesse, ou mesmo recursos, já que alguns destes fundos requerem volumes mínimos elevados por investidor, como é o caso dos fundos de recebíveis.