Dados da Anbima

Fundos de ações têm resgate de R$ 11,2 bilhões no 1º trimestre; renda fixa capta R$ 61,4 bi

Indústria de fundos de investimento encerrou o primeiro trimestre com captação líquida de R$ 83,8 bilhões, dos quais R$ 35,4 bilhões em março

SÃO PAULO – Em um ambiente de maior volatilidade, com preocupações em torno do risco fiscal no Brasil e com o calendário de vacinação contra a Covid-19 ditando o rumo dos mercados, os fundos de ações encerraram o primeiro trimestre no vermelho, com uma saída líquida de recursos da ordem de R$ 11,2 bilhões.

Mesmo com a entrada líquida de R$ 6 bilhões em março, a classe não conseguiu reverter as fortes perdas registradas em janeiro, da ordem de R$ 22 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

No primeiro trimestre de elevada volatilidade e incerteza, o destaque positivo ficou com os fundos de renda fixa, que seguiram captando em março (R$ 12,2 bilhões) e encerraram os três primeiros meses do ano com captação líquida de R$ 61,4 bilhões.

Ao todo, a indústria de fundos de investimento encerrou o primeiro trimestre com captação líquida de R$ 83,8 bilhões, dos quais R$ 35,4 bilhões apenas no último mês.

Contribuíram ainda para o resultado do período os fundos multimercados, com aportes acima dos resgates em R$ 24,6 bilhões no ano. Em março, o desempenho da categoria também foi positivo, com entradas da ordem de R$ 5,1 bilhões.

Nas demais categorias, os fundos de previdência tiveram aportes de R$ 7,9 bilhões de janeiro a março, e os fundos de índice (ETFs), de R$ 1,1 bilhão. Já os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) tiveram entrada de R$ 21,3 bilhões.

Do lado negativo, os fundos cambiais tiveram saída líquida de R$ 53,9 milhões no trimestre, enquanto nos fundos de investimento em participações (FIP), os resgates superaram os aportes em R$ 21,2 bilhões.

Em março, apenas os fundos de previdência e os ETFs tiveram resgates, da ordem de R$ 1,3 bilhão e R$ 1,1 bilhão, respectivamente.

Rentabilidade

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Diante da valorização de 8,4% do dólar no primeiro trimestre, os fundos cambiais se destacaram em termos de rentabilidade, com ganhos médios de 8,7% no período.

Na classe de renda fixa, apenas cinco das 16 subcategorias ganharam do CDI, cuja variação foi de 0,49% no ano até março. Foi o caso dos produtos “Renda Fixa Dívida Externa”, que se beneficiam da alta do dólar, com ganho de 6,61% no intervalo.

Vale lembrar que, diante das preocupações em relação ao risco fiscal no Brasil, com embates em torno do Orçamento de 2021, e do avanço da pandemia no país, os investidores passaram a cobrar um prêmio maior para comprar os títulos emitidos pelo governo, o que levou a uma queda nos preços dos papéis.

No último mês, as perdas dos títulos públicos chegaram a 7,3%, no caso do Tesouro IPCA+ com vencimento em 2045.

Entre os multimercados, o melhor desempenho ficou com a subcategoria “Investimento no Exterior”, com retorno de 2,7% no primeiro trimestre. Em março, os ganhos foram de 0,97%.

Na renda variável, a maior rentabilidade, de 7%, foi dos fundos de ações setoriais, mesmo com as perdas de 3,1% no mês passado.

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