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Os fundos de ações no Brasil encerraram 2025 com saída líquida de R$ 54,5 bilhões, muito superior aos R$ 16,2 bilhões em resgates em 2024. O resultado negativo ocorreu apesar de uma desaceleração nos resgates em dezembro.
No último mês do ano, os fundos de ações locais registraram saída líquida de R$ 2,3 bilhões, abaixo do volume observado em novembro (R$ 3,7 bilhões), mas acima do registrado em outubro (R$ 1,6 bilhão). Os números estão em levantamento do Morgan Stanley divulgado nesta quarta-feira (7), com base em dados da Anbima e da B3.
O Ibovespa registrou mais de 30 recordes históricos em 2025 e encerrou o ano com alta de 34%. O último mês, no entanto, foi marcado por uma forte aversão ao risco, após a oficialização da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026. A notícia foi encarada como uma redução das chances de vitória de um nome mais pró-mercado nas eleições, enfraquecendo o chamado “trade Tarcísio”, em referência ao posicionamento para a probabilidade de o governador de São Paulo se eleger.
Aproveite a alta da Bolsa!
Os dados de fluxo na Bolsa mostram que, em dezembro, investidores estrangeiros foram vendedores líquidos de R$ 1,9 bilhão em ações na B3, após compras líquidas de R$ 2,1 bilhões em novembro. Em sentido oposto, as instituições locais compraram R$ 2,9 bilhões em ações no mês, enquanto as pessoas físicas registraram compras líquidas de R$ 3,9 bilhões.
No balanço de 2025, os estrangeiros acumularam compras líquidas de R$ 26,6 bilhões em ações brasileiras. As instituições locais, por sua vez, encerraram o ano como vendedoras líquidas de R$ 48,6 bilhões, enquanto as pessoas físicas tiveram compras líquidas de R$ 7,3 bilhões, de acordo com o levantamento.
Multimercados ensaiam retomada
Os fundos multimercados destoaram do movimento das ações e tiveram entrada líquida de R$ 3,7 bilhões em dezembro, enquanto os fundos de renda fixa registraram saída líquida de R$ 76,3 bilhões no mês, segundo o relatório.
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No acumulado de 2025, além do saldo negativo dos fundos de ações, os multimercados também fecharam o ano com resgates líquidos de R$ 58,9 bilhões, embora em volume bem inferior ao registrado em 2024. Já os fundos de renda fixa encerraram o ano com captação líquida de R$ 84,3 bilhões.
A classe entregou retornos expressivos no último ano, com ganhos de até 45%, mas os fundos mais estrelados ainda se veem em dificuldade.
Ainda assim, estrategistas vêm apontando que os multimercados podem se sair bem em ano de eleições, quando o aumento da volatilidade costuma favorecer a diversidade de posições que essa subclasse pode assumir.