Fundos captam R$ 184,7 bilhões no semestre, segundo melhor resultado em cinco anos

Fundos de renda fixa atraíram R$ 108,4 bilhões entre janeiro e junho, enquanto multimercados seguem com resgates

Equipe InfoMoney

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A indústria de fundos de investimento captou R$ 184,7 bilhões líquidos no primeiro semestre de 2026, o segundo melhor resultado para o período nos últimos cinco anos, atrás apenas dos R$ 191,3 bilhões registrados na primeira metade de 2024, segundo dados divulgados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) nesta quarta-feira (8). O volume é mais que o dobro dos R$ 84 bilhões captados no mesmo período de 2025.

Com isso, o patrimônio líquido da indústria alcançou R$ 11,1 trilhões em junho, alta de 10% na comparação com os R$ 10,1 trilhões de um ano antes. O número de fundos cresceu 6,1% em 12 meses, para 33.927, acima da média histórica de 5,2%, enquanto a quantidade de contas subiu 9,5%, para 45,6 milhões em maio.

Renda fixa concentra as entradas

A renda fixa segue como o motor da captação: os fundos da classe atraíram R$ 108,4 bilhões líquidos entre janeiro e junho, ante R$ 78,2 bilhões no mesmo intervalo de 2025. A rentabilidade média da classe de renda fixa ficou em 5,5%, abaixo do CDI de 6,8%. 

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Os fundos de crédito privado somaram captação líquida de R$ 14,4 bilhões entre janeiro e maio, revertendo os resgates de R$ 12,6 bilhões observados no mesmo período de 2025. A rentabilidade média dos fundos com concentração acima de 50% em crédito privado mostrou recuperação gradual após a queda de março, quando o retorno médio foi negativo em 0,39%: em abril, o resultado ficou em 0,03%, e em maio, em 0,55%.

Os fundos de índice (ETFs) captaram R$ 32,5 bilhões no semestre, dos quais R$ 27,1 bilhões – o equivalente a 83,6% do total da classe – foram para ETFs de renda fixa. A Anbima destaca que R$ 8,9 bilhões se concentraram em um único fundo do tipo. O patrimônio líquido dos ETFs chegou a R$ 116,6 bilhões em junho, ante R$ 90 bilhões em janeiro, e o número de produtos disponíveis saltou cerca de 47% em 12 meses, para 202 fundos.

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Multimercados estancam perdas

Os multimercados registraram resgates líquidos de R$ 9,9 bilhões no primeiro semestre – o menor volume de saídas para o período desde 2022. No mesmo período de 2025, os resgates somaram R$ 65,2 bilhões; em 2024, R$ 80,2 bilhões. O destaque positivo ficou com os multimercados de investimento no exterior, que captaram R$ 7,3 bilhões no período.

O patrimônio da classe voltou a cair e encerrou junho em R$ 1,54 trilhão, ante R$ 1,62 trilhão em dezembro de 2025, acompanhando a saída de cotistas. O número de contas recuou para 3,83 milhões em maio, ante 5,5 milhões no fim de 2022.

Na rentabilidade, os multimercados do tipo livre tiveram a melhor performance do semestre, com 5,1%, mas ainda abaixo do CDI (6,8%). A média da classe ficou em 3,84%, e o IHFA, índice de hedge funds da Anbima, subiu 3,3%.

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