Stuhlberger segue otimista

Fundo Verde fecha 2019 com alta de 13,3%, impulsionado por ações e juros

Para gestora, retomada brasileira ainda está no começo e tensão no Oriente Médio não deve ter relevância para direção da economia e dos mercados

Growth

SÃO PAULO – Com ganho distribuído entre as diferentes classes de ativos, mas principalmente na alocação em ações e em juro real, o fundo Verde encerrou 2019 com alta de 13,33%, ante um CDI de 5,97% no período. Apenas em dezembro, o fundo de Luis Stuhlberger teve valorização de 1,92%, também bem acima do referencial, com variação de 0,38%.

Em seu relatório mensal, a gestora destacou que o fundo mantém pouco mais de 20% do portfólio alocado em ações no Brasil e que a pequena exposição em papéis no mercado internacional segue estável.

Na renda fixa, as posições em juros também permanecem iguais, com alocação em juro real longo e proteções na parte curta da curva. Por fim, na parte de moedas, a Verde informou que as alocações seguem pequenas, com destaque para a posição comprada em libra contra o euro.

Ao comentar de forma sucinta as perspectivas para 2020, a gestora do lendário fundo observou que o ano terminou com os mercados bastante otimistas tanto no Brasil quanto no exterior, e disse que sinais de aceleração do crescimento vêm se intensificando, com os preços dos ativos se ajustando a esta realidade.

“No Brasil, a retomada ainda está no começo, e o ciclo de crédito e a gradual recuperação do investimento ainda têm muito espaço. Globalmente, a maioria dos indicadores cíclicos aponta numa direção construtiva, embora com velocidade ainda tímida.”

Na cena externa, embora assinale que as incertezas em relação às negociações comerciais entre Estados Unidos e China estejam sendo gradualmente reduzidas, a Verde lembra que o ano é de eleições presidenciais nos Estados Unidos, o que deve concentrar as atenções de investidores e “atrapalhar um pouco os ânimos do mercado acionário americano”.

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Por fim, a tensão recente no Oriente Médio não preocupa a gestora. Pelo menos por ora.

“Não consideramos a tensão no Oriente Médio, recentemente exacerbada com a morte do general iraniano Qasem Soleimani, um tema de valência relevante no médio prazo para a direção da economia e dos mercados globais. A estrutura de incentivos não favorece um conflito amplo continuado, seja pela fragilidade da economia doméstica iraniana, seja pela eleição americana. E há abundante oferta disponível de petróleo, basta reverter os recentes cortes da OPEP, ou retomar investimentos no crescimento do xisto americano.”

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