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FIIs XPML11, BTLG11 e RBRP11 estão entre as apostas para fundos imobiliários de ‘tijolo’, aponta relatório

De acordo com a Guide, fundos são oportunidades de ganho de capital para os mais pacientes

Por  Wellington Carvalho -

Em relatório assinado pelos analistas Fernando Siqueira e Caio Ventura, a Guide Investimentos manifestou perspectiva positiva para os fundos de “tijolo” – aqueles que investem diretamente em imóveis –, que estão entre os mais afetados pelas restrições impostas pela pandemia da Covid-19 nos últimos dois anos.

“Reforçamos que os descontos oferecidos atualmente [por esses FIIs] são uma oportunidade para ganho de capital”, aponta o documento. “A janela de entrada atual deve beneficiar os investidores mais pacientes”, completa o texto.

De acordo com Siqueira, os FIIs de lajes corporativas, por exemplo, estão sendo negociados, em média, a 72% do valor patrimonial, o que representaria um desconto de 28%. Fundos de logística e shoppings também negociam abaixo do valor patrimonial.

VM/VP – Valor de mercado sobre o valor patrimonial da cota, sinalizando o desconto do papel.

Considerando os portfólios, diversificação da carteira e o desconto oferecido atualmente, Siqueira e Ventura destacam oito fundos de “tijolo” com bons fundamentos. São eles:

  • Segmentos de shoppings: Vinci Shoppings Centers (VISC11) e XP Malls (XPML11).
  • Segmento de logística: Bresco (BRCO11), BTG Pactual Logística (BTLG11) e Guardian Logística (GALG11).
  • Segmento de escritório: VBI Prime Properties (PVBI11), Tellus Properties (TEPP11) e o RBR Properties (RBRP11)

“Ressaltamos nossa preferência, no curto prazo, por ativos do setor de shoppings e logística que, se encontram praticamente livres de impactos residuais da pandemia”, explica Ventura. “O segmento de escritórios ainda possui percepção de risco mais elevada em decorrência de discussões relacionadas ao home office”, reflete o analista.

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No caso dos shoppings, Ventura observa que os números operacionais publicados pelos fundos do setor indicam que vendas e aluguéis estão próximos a níveis pré-pandêmicos, o que permitiria a retirada, em um ritmo saudável, dos descontos concedidos a locatários durante períodos mais delicados da pandemia.

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Em relação ao segmento de logística, a expansão do comércio eletrônico segue como aposta para manutenção da elevada demanda por galpões, sinaliza o relatório.

Além da estratégia de ganho de capital, o documento sugere ainda oportunidades de bons dividendos com fundos de “tijolo”. Em alguns casos, aponta o documento, o yield on cost (dividendo em relação ao preço de aquisição) se aproxima ao de FIIs de recebíveis, que se beneficiaram da elevação de juros e da inflação nos últimos anos.

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