FIIs de shopping acumulam alta de 21% e viram queridinhos; hora de investir passou?

Essa classe de ativo acumula valorização média de 21% nos últimos 12 meses, a maior entre os principais segmentos do mercado

Wellington Carvalho

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Os FIIs de shopping têm assumido cada vez mais a condição de queridinhos dos investidores. Além do retorno acima da média do mercado, o segmento chama a atenção pelas aquisições, volume de ofertas e resiliência. O bom desempenho pode gerar dúvidas se o melhor momento para investir nesta classe de ativo já passou.

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O tema foi destaque da edição desta semana do Liga de FIIs, apresentado por Maria Fernanda Violatti, head de análise de fundos listados da XP, Thiago Otuki, economista do Clube FII, e Wellington Carvalho, jornalista do InfoMoney. O programa contou também com a participação de Fábio Goes, da Capitânia Investimentos.

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O segmento de shopping foi um dos mais prejudicados pelas restrições impostas pela pandemia da Covid-19. Naquele período, complexos chegaram a fechar as portas e os FIIs que investiam nos empreendimentos perderam atratividade e valor de mercado.

Hoje, porém, esse tipo de fundo imobiliário se recuperou e acumula valorização de 21% nos últimos doze meses, a maior entre os principais segmentos do mercado e bem acima do desempenho do Ifix – índice dos FIIs mais negociados na Bolsa –, conforme o índice Trix.

Fonte: Boletim Trix (13 / 05 a 17 / 05 )

Tem espaço para subir mais?

Para quem tem dúvida se ainda há espaço para mais valorização, Goes explica que os fundos de shopping têm características diferentes das dos demais fundos, atributos que sustentam o otimismo do mercado em relação ao segmento.

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“O shopping não é aquele imóvel tradicional que oferece apenas o aluguel”, contextualiza. “Os complexos comerciais trabalham com uma série de receitas, desde estacionamento e participação nas vendas das lojas até ganhos com mídia e publicidade”, observa.

Diante da dinâmica, Goes avalia que os fundos imobiliários focados nos empreendimentos podem melhorar ainda mais seus resultados com a maior circulação de pessoas nos espaços e, consequentemente, com o aumento do faturamento.

A expectativa, acrescenta o gestor do Capitânia Shoppings (CPSH11), explica o número de aquisições no segmento e as recentes ofertas observadas entre os fundos que investem nos complexos comerciais.

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No início do mês, o XP Malls (XPML11), por exemplo, realizou a captação de R$ 1,8 bilhão na décima primeira emissão de cotas do fundo. O montante representa a maior oferta do mercado em 2024.

Leia mais:

Confira a entrevista completa de Fábio Goes na edição desta semana do Liga de FIIs. O programa vai ao ar todas as terças-feiras, às 19h, no canal do InfoMoney no Youtube. Você também pode rever todas as edições passadas.

Wellington Carvalho

Repórter de fundos imobiliários do InfoMoney. Acompanha as principais informações que influenciam no desempenho dos FIIs e do índice Ifix.