FII XPLG11 conclui emissão de R$ 1,2 bilhão e reforça caixa para possível expansão

Com a conclusão da operação, o FII reforça sua posição entre os maiores fundos imobiliários do segmento logístico

Vinicius Alves

Ativos mencionados na matéria

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O fundo imobiliário XPLG11 (XP Log) anunciou o encerramento de sua 9ª emissão de cotas, concluindo uma captação de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, desconsiderando a taxa de distribuição primária.

A oferta envolveu a emissão de 11.374.408 novas cotas, ao preço unitário de R$ 105,50, em operação realizada nos termos da Resolução CVM 160.

Do volume total distribuído, 1.895.735 cotas corresponderam ao lote adicional, mecanismo utilizado quando há demanda acima da oferta base.

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Com a conclusão da operação, o XPLG11 reforça sua posição entre os maiores fundos imobiliários do segmento logístico listados na B3.

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XPLG11 moderniza regulamento e avalia consolidação dentro da própria Asset

Para a gestão da XP Asset, mesmo em um ano que tenderá ser marcado por volatilidade eleitoral e juros ainda elevados, o cenário-base passou a ser construtivo para o setor imobiliário.

Segundo Pedro Carraz, sócio-gestor da XP Asset, o mercado já começa a precificar o fim do ciclo de aperto monetário. Embora haja divergências sobre a taxa terminal — entre 11% e 12% — a leitura é que qualquer trajetória de queda tende a beneficiar os ativos reais. “É um cenário positivo para o mercado imobiliário”, diz

Criado em 2018, o XPLG11 passou recentemente por uma atualização estrutural relevante após aprovação em Assembleia. O regulamento foi modernizado para incorporar instrumentos consolidados na indústria, como recompra de cotas e maior flexibilidade financeira. “O regulamento era moderno para 2018, mas a indústria mudou muito. Precisava evoluir”, pontua Carraz.

Foco em ativos grandes e maduros

“O fundo hoje tem aproximadamente 1,5 milhão de metros quadrados. Ativos de 20 ou 30 mil metros perderam relevância relativa”, afirmou.

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De acordo com o gestor, o foco permanece em galpões prontos, alugados, maduros e com escala relevante — preferencialmente acima de 50 ou 60 mil metros quadrados.

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