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Na contramão do mercado, Ifix fecha sessão em leve alta de 0,05%

As cotas do Urca Prime Renda, que realizará a sexta emissão de cotas, voltaram a cair na sessão desta terça-feira (12)

Por  Wellington Carvalho -

 

O IFIX – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – fechou a sessão desta terça-feira (12) em leve alta de 0,05%, aos 2.808 pontos. Na sessão anterior, o índice havia registrado queda 0,04%.

Fundo imobiliário com maior retorno em 2021, o Urca Prime Renda (URPR11) viu suas cotas acumularem perdas de mais de 5% após anúncio da sexta emissão da carteira, que pretende captar até R$ 461 milhões.

De acordo com a oferta, anunciada na última sexta-feira (8), o valor unitário das novas cotas foi estabelecido em R$ 100 e a taxa de distribuição será de R$ 2,50, totalizando o preço de subscrição em R$ 102,50.

Na sessão de segunda-feira (11), a primeira após o anúncio da oferta, os papéis do fundo fecharam com forte baixa de 4,96%, cotados a R$ 108,73. Na sessão de hoje, as cotas fecharam em queda de 0,46%.

Ainda segundo as regras da nova emissão do Urca Prime Renda, os cotistas com posição no final do dia 18 de abril terão direito de preferência na oferta, que poderá ser exercido entre os dias 22 de abril e 5 de maio de 2022.

Com patrimônio líquido de R$ 536 milhões e focado no investimento em recebíveis imobiliários, o Urca Renda Prime foi o fundo com o melhor desempenho em 2021, com elevação superior a 40%.

Maiores altas desta terça-feira (12)

TickerNomeSetorVariação (%)
AFHI11AF Invest CriTítulos e Val. Mob.2.65
BPFF11Brasil Plural AbsolutoTítulos e Val. Mob.1.79
XPML11XP MallsShoppings1.7
JSRE11JS Real EstateHíbrido1.68
HGLG11FII CSHG LOGLogística1.63

 

Maiores baixas desta terça-feira (12):

TickerNomeSetorVariação (%)
XPSF11XP SelectionOutros-2.7
VTLT11Votorantim LogisticaLogística-2.57
VGHF11Valora Hedge FundTítulos e Val. Mob.-1.83
HSAF11 HSI Ativos FinanceirosTítulos e Val. Mob.-1.68
SPTW11SP DowntownLajes Corporativas-1.62

Fonte: B3

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Nova aquisição do General Shopping e Outlets, CSHG Real Estate redefine acordo de venda de imóvel e mais assuntos

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

Colmar Incorporadora volta a pagar por imóvel comprado do CSHG Real Estate (HGRE11)

O CSHG Real Estate anunciou, na segunda-feira (11), que redefiniu as condições de pagamento das parcelas remanescentes da venda de um imóvel, realizada em 2020, para a Colmar Incorporadora, subsidiária da empresa Eztec Empreendimentos.

A companhia adquiriu do fundo um imóvel na rua Verbo Divino, em São Paulo (SP), e 20.099 Certificados de Potencial Adicional Construtivo (CEPAC) vinculados ao terreno.

Pela venda, o fundo havia recebido duas das onze parcelas do acordo, restando um saldo remanescente de R$ 109 milhões, montante que seria pago em nove vezes.

Em novo acordo entre as partes, ficou decidido o pagamento do saldo remanescente em quatro parcelas, sendo a primeira – de R$ 23 milhões – já quitada. Pelos cálculos do fundo, o montante representa um lucro equivalente a R$ 0,98 por cota.

As outras três parcelas – que variam de R$ 21 milhões a R$ 32 milhões – deverão ser pagas até 31 de outubro de 2023 e serão corrigidas de acordo com regras do contrato de compra e venda.

General Shopping e Outlets (GSFI11) investe R$ 152 milhões em novo outlet

O fundo General Shopping e Outlets do Brasil adquiriu 49% do Outlet Premium Grande São Paulo, localizado na cidade de Itaquaquecetuba (SP), confirma comunicado divulgado nesta segunda-feira (11).

De acordo com o documento, o valor da aquisição ficou em R$ 152 milhões, o que representa R$ 18,7 mil o metro quadrado.

O Outlet Premium Grande São Paulo se encontra no eixo das rodovias Ayrton Senna e Presidente Dutra, atraindo o fluxo de consumo da zona leste da capital paulista e das regiões de Mogi, Suzano e do Vale do Paraíba.

Após a aquisição, o portfólio do General Shopping e Outlets passa a ser composto por 9 ativos, sendo 5 outlets e 4 shoppings tradicionais, totalizando uma área bruta locável (ABL) própria de 124 mil metros quadrados.

Leblon Realty (LRDI11) reduz taxa de administração e eleva dividendos

A gestão do Leblon Realty Desenvolvimento decidiu renunciar, de forma voluntária, ao recebimento de parte da taxa de administração do fundo, referente ao mês de março de 2022.

De acordo com fato relevante divulgado nesta segunda-feira (11), a medida considerou o atual patrimônio líquido da carteira, de R$ 4,7 milhões, abaixo do previsto no início do fundo.

O desconto representa o montante de R$ 50 mil, que elevará a distribuição de dividendos do fundo em aproximadamente R$ 1,05 por cota, aponta o documento.

A gestão do Leblon Realty sugere ainda uma assembleia com cotistas para discutir a atualização da taxa de administração.

Dividendos de hoje

Confira quais são os quatro fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta terça-feira (12):

TickerFundoRendimento
HABT11Habitat Recebíveis Pulverizados R$  1,20
CRFF11Caixa Rio Bravo FoF II R$  0,52
CXRI11Caixa Rio Bravo R$  0,51
VPSI11Polo Shopping Indaiatuba R$  0,13

Fonte: InfoMoney

Obs.: Tickers com final diferente de 11 se referem aos recibos e direitos de subscrição dos fundos.

Giro Imobiliário: vendas em alta, dividendos crescentes, fusões em andamento; os FIIs de shopping finalmente vão decolar?

Um dos setores mais prejudicados pelas restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o segmento de shoppings tem dado sinais de retomada. Além dos recentes resultados apresentados pelos complexos, fusões e aquisições no setor estão estimulando ainda mais o apetite do mercado pelos fundos imobiliários do segmento, que oferecem descontos de até 22%. Chegou a hora de investir nos FIIs de shopping?

Se depender da movimentação do mercado e do otimismo dos gestores, a resposta para a pergunta acima é sim. Eles destacam os últimos dados operacionais divulgados pelos fundos (em alguns casos acima, do período pré pandemia), o crescimento na distribuição de dividendos e as recentes negociações no setor – entre elas, a que envolve a brMalls (BRML3) e a Aliansce Sonae (ALSO3).

“A brMalls vendeu recentemente um shopping em Uberlândia (MG) por um preço muito bom, que chamou a atenção do mercado”, afirma Felipe Gaiad, gestor de FIIs da HSI. “Se a empresa vendeu o empreendimento a R$ 20 mil o metro quadrado e o mercado precificava o mesmo complexo a R$ 15 mil na Bolsa, a reflexão imediata é de que a ação está descontada demais”.

Para Gaiad, o mesmo raciocínio vale para as cotas dos fundos imobiliários de shopping, que também estão sendo negociadas com desconto diante da realidade das transações privadas.

Considerando o indicador P/VP (preço sobre o valor patrimonial), o desconto médio para a compra de cotas dos FIIs de shopping está em 22%. Quanto mais próximo de 1 estiver o P/VPA, mais perto a cota está do seu valor considerado justo. Um indicador acima de 1 sinaliza que o papel está sendo negociado com ágio e, abaixo deste nível, com desconto.

De acordo com recente relatório do Itaú BBA, o desconto do segmento de shopping só está menor do que o dos fundos de escritórios.

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