FII HSLG11 esclarece impacto da Casas Bahia após tombo de 15% e projeta dividendos

O HSLG11 opera em alta de 3,75% nesta quarta-feira (19), a R$ 75,23

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O fundo imobiliário HSLG11 (HSI Logística) opera em alta de 3,75% nesta quarta-feira (19), a R$ 75,23, após a gestora divulgar esclarecimentos sobre os impactos do pedido de recuperação judicial da Casas Bahia sobre os imóveis locados pela varejista.

A Casas Bahia protocolou o pedido de recuperação judicial em 16 de agosto, na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. A companhia é locatária dos imóveis HSI Log. Contagem, em Minas Gerais, e HSI Log. São José dos Pinhais, no Paraná, ambos integrantes da carteira do HSLG11.

Segundo a gestora, não houve até o momento manifestação da Casas Bahia sobre intenção de rescindir os contratos ou desocupar os imóveis.

Pelo contrário, os dois contratos foram classificados pela própria varejista como essenciais no pedido de recuperação judicial, reforçando a intenção de manter as operações nos galpões.

Ademais, os aluguéis referentes a julho de 2026 foram integralmente pagos, enquanto os vencimentos de agosto ainda não haviam sido quitados até a divulgação do comunicado. A Casas Bahia foi notificada sobre o atraso e sobre a possibilidade de aplicação das penalidades previstas nos contratos.

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FII manterá dividendo de R$ 0,75 por cota

Apesar da incerteza envolvendo os pagamentos de agosto, o HSLG11 informou que manterá a distribuição de R$ 0,75 por cota na próxima divulgação de dividendos, prevista para 31 de agosto de 2026.

Segundo a gestora, o fundo utilizará o resultado acumulado atualmente disponível para complementar a receita caso a integralidade dos aluguéis devidos pela Casas Bahia não seja recebida no período.

HSLG11 quer mirar estratégia para diversificar carteira

A situação envolvendo a Casas Bahia ocorre em meio a uma estratégia que o HSLG11 já vinha adotando para reduzir a concentração dos imóveis.

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Em abril de 2025, o fundo formalizou aditivos aos contratos dos dois ativos, aproximando os valores de locação aos praticados pelo mercado e iniciando a transformação dos galpões em empreendimentos multiusuários.

Os imóveis de Contagem e São José dos Pinhais também são apontados pela gestão como ativos de qualidade, localizados em importantes hubs logísticos do país. Na avaliação da gestora, as características dos galpões e os valores de locação praticados colocam os empreendimentos em posição comercial favorável mesmo diante do cenário envolvendo a principal locatária.

A gestora afirmou ainda que acompanha de forma diligente o processo de recuperação judicial e está preparada para adotar as medidas necessárias para preservar os interesses do fundo e dos cotistas.

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Em caso de atraso ou inadimplência dos contratos, o HSLG11 poderá recorrer às medidas previstas contratualmente e na legislação, incluindo eventual ação de despejo, caso essa seja considerada necessária.

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