FII CPTS11 dispara 21% no ano; quanto renderam R$ 100 mil em 12 meses?

Estudo revela salto de resultado com reaplicação dos proventos; fundo segue negociando com desconto

Vinicius Alves

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O CPTS11 (Capitania Securities) figura entre os destaques do ano no universo dos FIIs. O fundo, que começou 2025 com cotas na faixa dos R$ 6,14 e hoje negocia perto de R$ 7,43, acumula alta de 21,01%.

Uma simulação realizada pela Economatica para o InfoMoney mostra que R$ 100 mil investidos há 12 meses teriam se transformado em R$ 119,8 mil para quem reinvestiu todos os dividendos — um retorno total de 19,81%.

Simulação de dividendos do CPTS11. Foto: Divulgação.

Para quem optou por não reinvestir, o resultado seria de R$ 104 mil, um retorno total de 4,06%. O efeito dos proventos reinvestidos foi determinante para ampliar o ganho no período.

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No mês de setembro, o CPTS11 entregou uma rentabilidade a mercado de 3,72%, superando o IFIX (+3,25%) e o IMAB (+0,54%).

Gráfico de dividendos do CPTS11. Foto: Divulgação.

A cota patrimonial avançou 1,46%, enquanto a cota de mercado terminou o mês em R$ 7,64, o que representa desconto de 14,1% frente ao valor patrimonial de R$ 8,89.

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Como é a carteira do CPTS11?

A carteira do CPTS11 segue bastante pulverizada. Hoje, 91 FIIs representam 63,2% dos ativos, com predominância de fundos de tijolo (82,2%) e maior exposição ao segmento logístico — que sozinho soma 23,6% da carteira de FIIs (14,9% dos ativos totais).

Segundo a gestora, há um upside de 6,9% se todos os fundos fossem marcados a valor patrimonial, e um potencial total de 24,4% sobre o portfólio de FIIs considerando a defasagem atual das cotas.

Do lado de crédito, o fundo detém 16 CRIs, que compõem 31,7% dos ativos. Todos são indexados ao IPCA, com taxa média de marcação em IPCA + 8,34%. A gestora destaca que toda a carteira é high grade, com garantias robustas e risco reduzido — um pilar importante para o carrego em um cenário de inflação mais alta.

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O fundo também utiliza operações compromissadas, totalizando R$ 506 milhões em alavancagem, equivalente a 19,2% do PL. O custo — CDI + 0,74% ao ano — tem aumentado o carrego líquido e contribuído para a geração de caixa.

Projeções de rendimento: até 16,89% ao ano

Com base no cenário atual e no preço de R$ 7,64 por cota, a gestora projeta dividendos na faixa de R$ 0,09 por cota, o que representa um dividend yield anualizado de 15,09%.

Num cenário mais otimista, o CPTS11 poderia distribuir R$ 0,10/cota (DY 16,89%); já em um ambiente mais desafiador, o rendimento cairia para R$ 0,08/cota (DY 13,31%).