FII ALZR11 revela qual tipo de imóvel não investiria; ‘vai contra tudo que buscamos’

O ALZR11 segue expandindo sua atuação dentro do segmento de renda urbana, mas tem limites do que ter no portfólio

Vinicius Alves

Ativos mencionados na matéria

Publicidade

O fundo imobiliário ALZR11 (Alianza Trust Renda Imobiliária) segue expandindo sua atuação dentro do segmento de renda urbana, mas já tem limites claros sobre quais setores pretende evitar no portfólio. Segundo o gestor Fábio Carvalho, a estratégia do fundo não contempla exposição a galpões industriais.

De acordo com o executivo, embora o fundo ainda avalie novas oportunidades dentro do guarda-chuva de renda urbana, há restrições relevantes quando se trata de determinados tipos de ativos.

“O que eu não faria, e é difícil de mudar de visão sobre isso, é industrial de verdade, indústria pesada. Isso eu não faria num fundo de renda de jeito nenhum”, afirmou no Liga de FIIs, programa semanal do InfoMoney.

A justificativa está na própria natureza desses imóveis. Segundo Carvalho, ativos industriais de transformação tendem a ser altamente específicos e pouco versáteis, o que reduz sua liquidez e capacidade de adaptação ao longo do tempo. “São extremamente específicos para o processo do usuário. Às vezes só tem um operador que consegue utilizar aquele ativo naquele formato”, explicou.

Além disso, o gestor destaca que esse tipo de ativo costuma estar localizado em regiões mais isoladas, afastadas de centros urbanos e de consumo, o que contraria a lógica de investimento do fundo. “Eles estão em áreas mais afastadas, muitas vezes por questões de poluição, barulho ou características operacionais. Isso vai contra tudo que a gente procura em um imóvel”, disse.

Leia Mais: Locação de galpões: só uma região superou a inflação em 10 anos, aponta Binswanger

Continua depois da publicidade

Renda urbana segue como foco principal

Enquanto evita o segmento industrial pesado, o ALZR11 continua avaliando oportunidades dentro da categoria de renda urbana, que engloba diferentes tipos de ativos, como varejo, saúde, educação e serviços.

Para Carvalho, ainda há espaço para expansão dentro desse universo, inclusive com a análise de novos subsegmentos. No entanto, a estratégia deve permanecer concentrada nesse eixo, sem mudanças estruturais no perfil do portfólio.

A posição reforça a abordagem do ALZR11 de priorizar ativos com maior flexibilidade de uso, melhor localização e potencial de adaptação ao longo do tempo.

Confira a seleção completa na edição desta semana do Liga de FIIs. O programa vai ao ar todas as quartas-feiras, às 18h, no canal do InfoMoney no Youtube. Você também pode rever todas as edições passadas.