FGC se manifesta sobre caso Banco Master; confira posicionamento

Fundo diz que pagamentos seguirão seu regulamento e só começam após receber informações do liquidante

Paulo Barros

Sede do Banco Master em São Paulo (Foto: Mariana Amaro / InfoMoney)
Sede do Banco Master em São Paulo (Foto: Mariana Amaro / InfoMoney)

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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) se manifestou nesta terça-feira (18) sobre o Banco Master, que teve liquidação extrajudicial decretada horas antes pelo Banco Central.

Segundo o fundo, que funciona como uma espécie de seguro para quem tem ativos emitidos pela instituição financeira, o pagamento a investidores será iniciado assim que receber a base de dados de clientes.

Essas informações deverão ser enviadas pela EFB Regimes Especiais de Empresas, nomeada liquidante do Master pelo BC nesta terça. O FGC explica que o desembolso das garantias relativas ao caso será iniciado após o envio da base de dados.

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Segundo o FGC, os pagamentos serão efetuados de acordo com seu regulamento e dependerão das informações sobre valores e credores que serão encaminhadas pelo responsável legal designado pelo BC. O fundo afirma que o processo começa assim que o levantamento dos dados for concluído e disponibilizado.

O FGC afirma que não há prazo legal para o início do ressarcimento, mas destaca que, em média, processos de liquidação semelhantes levam cerca de 30 dias até o primeiro pagamento.

O fundo estima que as instituições liquidadas somem cerca de 1,6 milhão de credores com depósitos e investimentos elegíveis, totalizando aproximadamente R$ 41 bilhões em saldo garantido. De acordo com o FGC, os valores necessários para os pagamentos já estão provisionados. Em setembro de 2025, o fundo registrava patrimônio de R$ 160 bilhões, sendo R$ 122 bilhões em caixa.

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Caso Master

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e da Master Corretora nesta terça, após concluir que não havia perspectiva de recuperação para as instituições. A medida interrompe todas as operações, antecipa o vencimento das obrigações e retira o grupo do Sistema Financeiro Nacional.

A decisão também determina a indisponibilidade dos bens das holdings controladoras e de administradores ligados ao grupo, incluindo Daniel Vorcaro. O empresário foi preso pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (18), como parte das investigações relacionadas ao banco, um dia após anúncio de aquisição pelo Grupo Fictor.

A liquidação extrajudicial aciona o Fundo Garantidor de Créditos, responsável por ressarcir credores dentro dos limites previstos no regulamento. O fundo cobre depósitos e investimentos como conta corrente, poupança, CDB, RDB e letras imobiliárias e agrícolas, até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, limitado a R$ 1 milhão em quatro anos.

Leia mais: Como receber o ressarcimento do FGC: veja passo a passo completo 

O InfoMoney ainda aguarda esclarecimento do FGC sobre o tratamento dos CDBs emitidos pelo Banco Master de Investimento, que não teve liquidação decretada.

Paulo Barros

Jornalista há quase 20 anos, editor de Investimentos no InfoMoney. Escreve principalmente sobre renda fixa e variável, alocação e o universo dos criptoativos