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Os ETFs, fundos com cotas negociadas em bolsa, foram destaque no primeiro semestre deste ano, com o total de investidores passando de 721,7 mil em dezembro para 862 mil em junho, um crescimento de 140,3 mil novos CPFs, ou 19,4%, informou hoje a B3. Em relação a junho do ano passado, quando havia 639 mil investidores em ETFs, o aumento é ainda mais expressivo, de 34% ou 223 mil novos CPFs. O valor em custódia desses investidores em ETFs também cresceu, 30% este ano, para R$ 35,1 bilhões, ou 62% em relação a junho do ano passado. O dado faz parte do boletim “Análise da Evolução dos Investidores na B3”, referente ao segundo trimestre de 2026.
O interesse pelos ETFs cresceu este ano acompanhando uma oferta maior e mais diversificação desses fundos, que passaram a oferecer não só ações locais como papéis e índices internacionais e fundos de renda fixa, além de criptoativos e fundos imobiliários. Só neste ano até julho, foram lançados 38 ETFs locais, ante 62 em todo o ano passado, ampliando o total para 213 carteiras.
Com os juros reais elevados, os ETFs de renda fixa, sem come-cotas e com diversificação de prazos, passaram a atrair mais investidores que antes tinham apenas os fundos DI ou de renda fixa como opções. A forte alta das bolsas americanas na esteira da inteligência artificial também favoreceu os ETFs internacionais, que permitem ao investidor a exposição a mercados globais sem a necessidade de abrir conta no exterior, realizando o investimento diretamente em reais pela B3.
Segundo a B3, a evolução dá continuidade ao movimento observado ao longo do ano passado, que registrou um crescimento de 23% no número de CPFs investindo em ETFs, de 581,6 mil em dezembro de 2024 para 721,7 mil no fim de 2025. Já o valor em custódia cresceu 49% no ano passado, para R$ 26,9 bilhões. De janeiro de 2024 até junho deste ano, a base de investidores de ETFs cresceu 49%, ou 280 mil novos CPFs segundo a B3. Somente em 2025, 62 novos ETFs foram listados na bolsa e o ano terminou com cerca de 180 fundos de índice disponíveis.
O ETF tem sido destaque frequente na evolução dos investidores na B3, o que reforça um ponto de inflexão no conhecimento do produto e um aumento do seu uso nos portfólios de agentes financeiros e de assessores de investimentos e gerentes, contribuindo para um aprofundamento da diversificação pelos investidores, afirma Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes Pessoa Física da bolsa.
O avanço dos ETFs acompanha a maior participação das pessoas físicas na renda variável de maneira geral, avalia a B3. A base total de investidores em renda variável passou de 5,5 milhões de CPFs em dezembro de 2025 para 5,7 milhões em junho de 2026, com a entrada de cerca de 200 mil participantes. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento foi de 7%. O valor total em custódia na renda variável desses investidores também aumentou, de R$ 636,2 bilhões em dezembro de 2025 para R$ 656,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma expansão de R$ 20,1 bilhões em seis meses, ou 3,2%.
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Outros tipos de investimentos na B3 também registraram crescimento. O número de investidores em ações no mercado à vista avançou 7,5% no ano, de 4 milhões para 4,3 milhões, enquanto os fundos listados, como fundos imobiliários e Fiagros, tiveram aumentos 9,7% e 7%, respectivamente.
Já a renda fixa continua liderando o interesse dos investidores na B3, com 107,1 milhões de CPFs listados em junho deste ano, 2 milhões a mais que os 105,1 milhões de dezembro, um crescimento de 1,9% em seis meses e 7% em relação a junho do ano passado. Já o valor em custódia cresceu 11% em 12 meses. O destaque em número de investidores foram os CDBs e RDBs, que registraram aumento anual de 7%, com um crescimento de 23% no patrimônio investido. O Tesouro Direto, por sua vez, atingiu 3,5 milhões de investidores em junho deste ano, ante 3,4% em dezembro do ano passado, com 100 mil novos participantes em seis meses. O crescimento do valor total em custódia foi mais expressivo, passando de R$ 202,4 bilhões para R$ 242,6 bilhões em junho, ou R$ 40,2 bilhões, um aumento de 20% no ano e de 43% em 12 meses.