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Em meio à crescente demanda energética no mundo inteiro, os ETFs (Exchange Traded Funds) de energia nuclear representam uma oportunidade de investimento para o médio prazo, na avaliação de Danilo Moreno, coordenador de Research gestora independente de ETFs Investo.
“A demanda por eletricidade intensiva cresce cada vez mais, impulsionada pelos carros elétricos, data centers, inteligência artificial e outras tecnologias. Nesse cenário, a energia nuclear ganha destaque por ser considerada limpa e representar uma alternativa viável a vários países que, diferente do Brasil, não tem área e nem recursos para adotarem outras matrizes energéticas, como eólica ou hidrelétrica”, explica.
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Um ETF, que na tradução literal significa “fundo negociado em bolsa”, representa uma espécie de “condomínio” de investidores que aplicam seus recursos em conjunto em um fundo negociado no mercado secundário, isto é, na Bolsa, que replica um indicador ou um ativo.
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Lançado em maio, o ETF de Energia Nuclear da Investo (NUCL11) segue o índice MVIS Global Uranium & Nuclear Energy Index (MVNLRTR) e reúne 27 ações de empresas globais da cadeia de energia nuclear, urânio e tecnologia relacionada, baseadas nos Estados Unidos, Austrália, Canadá, China, Cazaquistão, Finlândia e etc. O produto acumula valorização anual de 37,97% (até 30 de novembro).
Segundo Moreno, para o investidor em renda variável que aceita algum risco, ETFs atrelados a energia nuclear representam uma boa oportunidade de investimento no médio e longo prazo, uma vez que acompanham uma tendência global e conferem exposição ao dólar – que vem tendo desvalorização no curto prazo, mas tradicionalmente confere resiliência a carteiras de investimento.
“Os vetores de demanda energética continuam muito fortes. Então é uma oportunidade para quem tem uma cabeça de médio e longo prazo e não está olhando apenas movimentos de curto prazo, porque, obviamente, existe uma certa oscilação, como ocorreu em novembro. É preciso entender os vetores. Acredito que ainda haja muito para percorrer – e o NUCL11 se encaixa nisso”, diz.
Vantagens tributárias dos ETFS
Um dos pontos mais levantados pelos entusiastas e investidores de ETFs são as vantagens do produto no que diz respeito à tributação e liquidez em relação aos fundos tradicionais de renda fixa ou multimercado.
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Liquidez
Os ETFs de renda fixa têm liquidez D+1, ou seja, o resgate solicitado hoje cai na conta no dia seguinte, enquanto os ETFs de ações têm liquidez D+2. Já os fundos tradicionais podem ter prazos de resgate muito maiores, como D+10, D+15 ou até D+30, o que limita a rapidez para acessar o dinheiro.
Vantagens tributárias
Diferentemente dos fundos tradicionais, que sofrem a incidência do come-cotas, um imposto de renda de 15% cobrado semestralmente sobre o lucro, mesmo que o investidor não faça resgate, os ETFs não possuem essa cobrança.
No ETF, o imposto de renda é pago somente no momento do resgate, o que permite que o capital renda mais ao longo do tempo. Além disso, os ETFs são isentos do IOF, imposto que incide sobre aplicações financeiras de curto prazo (até 30 dias) nos fundos tradicionais, onde a alíquota começa alta e vai reduzindo diariamente. Essa característica torna os ETFs especialmente vantajosos para aplicações de curtíssimo prazo, como o exemplo do LFTS11, um ETF que investe 100% em Tesouro Selic, ideal para quem quer deixar o dinheiro rendendo por algumas semanas sem pagar IOF.
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Alíquotas de imposto de renda
A alíquota do imposto de renda nos ETFs costuma ser fixa, geralmente em 15%, independentemente do tempo de aplicação, enquanto nos fundos tradicionais a alíquota é regressiva, começando em 22,5% e caindo para 15% apenas após dois anos. Em alguns ETFs compostos exclusivamente por títulos pós-fixados, a alíquota pode ser de 25%, o que ainda pode ser vantajoso para prazos muito curtos, considerando a ausência de IOF e a liquidez rápida.