Especialistas veem melhora para fundos após maré de resgates; veja os preferidos para 2024

FIIs, além de fundos de ações são algumas opções; por outro lado, investidor deve ter cautela com Fiagros mais "high yield"

Bruna Furlani

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A “tempestade perfeita” de 2023 levou algumas classes de fundos de investimento a ter retornos abaixo do esperado. O resultado foi um volume de resgates líquidos (descontados os depósitos) de R$ 127 bilhões – o segundo maior da história.

Após um ano desafiador, especialistas agora veem perspectivas positivas para fundos de ações, imobiliários (FIIs), de infraestrutura (FI-Infra) e de crédito privado. Os multimercados podem resgatar o apelo, enquanto os Fiagros – especialmente os que possuem ativos high yield (maior risco e retorno) – sugerem cautela, diante de riscos como o El Niño, segundo especialistas.

Fundos de ações e FIIs

“Os grandes vencedores de 2024 devem ser os FIIs de ‘tijolo’ e os fundos de ações”, diz Vitor Duarte, CIO da Suno Asset. Ele destaca que as cotas dos fundos de ações estão desvalorizadas e há potencial de alta, devido à queda dos juros – o mercado aposta que a Selic encerrarrá o ano em 9%, segundo o Relatório Focus.

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No Santander, a preferência é por FIIs de ‘papel’, como VBI CRI (CVBI11), CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11), Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11) e RBR Rendimentos High Grade (RBRR11]). Fundos de logística, como o BTG Pactual Logística (BTLG11) e Vinci Logística (VILG11), também têm vez.

Fundos de crédito privado e FI-Infras

Após um baque em 2023, a expectativa para os fundos de crédito privado é de retomada do fluxo. A melhora dos fundamentos econômicos, com a queda dos juros, pode beneficiar o desempenho, dada a redução do custo da dívida para empresas emissoras e a melhora nas métricas de crédito.

“O investidor não vai direto para ações. Vai enchendo todos os ‘baldinhos’, começando pelo crédito privado, fundo imobiliário e só depois para ações”, afirma Ulisses Nehmi, CEO da Sparta. “Estamos no começo desse ciclo”.

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Outra classe no radar é a de fundos de infraestrutura (FI-Infras), que alocam em debêntures de infraestrutura. As carteiras diversificadas, com ativos que rendem acima das NTN-Bs (títulos públicos atrelados à inflação) de mesmo prazo, são os atrativos, diz a Guide em relatório. Sparta Infra (JURO11), Kinea Infra (KDIF11) e Bocaina Infra (BODB11) estão entre as preferências da corretora.

Fundos multimercados

2024 também pode ser de recuperação para os multimercados. “Em 2023, o grande tema foi o aperto monetário. Agora, é o afrouxamento monetário. Os multimercados estarão atentos aos países onde esse processo será maior e mais rápido”, afirma Rodrigo Sgavioli, chefe de alocação da XP.

O segredo para alocar, observa Sgavioli, estará em diversificar a carteira, com posições em multimercados macro, long e short, quantitativos e globais. Segundo o especialista, atualmente, a sugestão é que fundos macro respondam por cerca de 50% da carteira de multimercados.

Fiagros

Por outro lado, algumas casas estão mais seletivas com os Fiagros, caso da Suno Asset e da Guide. Em relatório, a corretora afirmou que há incertezas quanto aos efeitos do El Niño nas safras e também quanto à evolução do CDI e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A preferência dentro da Guide é por Fiagros como o Kinea Agro (KNCA11). A casa justifica que tem optado por fundos com carteira mais diversificada em termos de cultura e região, além de pouco concentrados em ativos indexados ao CDI.

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