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SÃO PAULO – Em sessão de instabilidade e maior aversão ao risco, o dólar comercial devolve parte das perdas da última quarta-feira e opera nesta tarde em alta próxima de 0,7%. Apesar do cenário de apreensão visto nos principais mercados do mundo, causado principalmente por resultados corporativos aquém do esperado, a renda variável brasileira resiste e tem expressiva valorização.
Os números ruins divulgados por companhias do continente europeu, com exceção do Credit Suisse, fizeram com que suas bolsas fechassem em queda. Em Wall Street, o cenário é de instabilidade, amenizado pelos resultados positivos da Apple e do eBay.
Contribuindo para a apreensão dos investidores, o indicador norte-americano Existing Home Sales referente ao volume de vendas de casas durante os 12 meses encerrados em março, veio abaixo das estimativas do mercado. Por sua vez, o Initial Claims mostrou pedidos por auxílio-desemprego nos EUA ligeiramente acima do esperado na passagem semanal.
Internamente, o mercado avalia os dados de crédito, juros e inadimplência em março divulgados pelo Banco Central pela manhã, assim como os números referentes à dívida pública brasileira.
Confira as cotações do dólar
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,2160 na compra e R$ 2,2180
na venda, alta de 0,68% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,4000, representando um ágio de 8,30%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 4,07% em abril, frente
à queda de 2,49% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 5,09%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
opera cotado a R$ 2.220,
alta em relação ao fechamento
de R$ 2.216
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, opera em alta,
atingindo R$ 2.234 frente
à R$ 2.225 do fechamento de
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ontem.