Renda fixa

Em semana de Copom, taxas de títulos do Tesouro Direto têm alta nesta segunda-feira

Investidores monitoraram aumento nas projeções para a inflação, no Focus, avanço da Covid-19 na Europa e EUA e impasse sobre novo pacote de estímulos

Brazilian currency. Money on the wooden table in one hundred and fifty reais banknotes.
(Rmcarvalho/Getty Images)
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SÃO PAULO – Em semana de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa Selic, com a ampla expectativa do mercado de manutenção em 2% ao ano, os prêmios oferecidos pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentam alta na tarde desta segunda-feira (26).

O título prefixado com vencimento em 2023 pagava uma taxa anual de 5,08%, ante 5,00% a.a. na sexta-feira (23). O juro pago pelo mesmo papel com prazo em 2026, por sua vez, subia de 7,26% para 7,32% ao ano.

Entre os papéis indexados à inflação, o com vencimento em 2026 oferecia um prêmio anual de 2,95%, frente a taxa de 2,90% a.a. anteriormente. Já a taxa do Tesouro IPCA+ 2045 era de 4,13%, ante 4,09% a.a. no último pregão.

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No caso do Tesouro Selic, a taxa de deságio permaneceu estável em relação à apresentada anteriormente, em torno de 0,20%.

Inflação cada vez mais alta

Os investidores repercutiram hoje o aumento das projeções para a inflação neste ano, pela 11ª semana consecutiva, segundo o relatório Focus, do BC, publicado pela manhã.

De acordo com o levantamento, o Índice Nacional de Preços ao Consumido Amplo (IPCA) deve ter alta de 2,99% em 2020, ante projeção anterior de 2,65%. Para 2021, as estimativas também foram elevadas, de 3,02% para 3,10%.

Para a taxa Selic, os economistas ouvidos pela autoridade monetária esperam que a taxa básica de juros seja mantida no atual patamar, de 2,00% ao ano, e suba para 2,75% a.a., ao fim do próximo ano, acima da projeção anterior de 2,50%.

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Com relação ao desempenho da economia brasileira, a projeção dos economistas melhorou de queda de 5,00% para uma contração de 4,81%.

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Passados os fortes impactos da pandemia de coronavírus, a estimativa é de expansão de 3,42% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano, ante expectativa anterior de crescimento de 3,47%.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta segunda-feira (26):

Fonte: Tesouro Direto

Quadro internacional

No exterior, o sentimento era de maior aversão ao risco em meio ao avanço do coronavírus nos Estados Unidos e na Europa.

Na sexta-feira (23), o diretor-Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que o Hemisfério Norte está passando por um momento crítico, com muitos países vivendo crescimento exponencial de novos casos da doença.

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Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, foram registradas mais de 83 mil novas contaminações na sexta-feira e no domingo (25) nos Estados Unidos, batendo o recorde anterior, de 77,3 mil casos, registrado em julho.

No velho continente, a Itália fechará, a partir de hoje, cinemas e academias. Bares e restaurantes fecham a partir das 18h. Na Espanha, o toque de recolher está sendo iniciado às 23h.

Na semana passada, a França já havia ampliado um toque de recolher no país, e Londres voltara a restringir encontros entre pessoas que não vivem na mesma residência, entre outras medidas.

Os investidores também seguiram monitorando a incerteza com relação ao novo pacote de estímulos econômicos nos EUA.

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No domingo, a democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara, e o chefe de gabinete do governo de Donald Trump, Mark Meadows, trocaram acusações por meio de entrevistas que deram separadamente à rede americana CNN. Eles se acusam mutuamente de dificultar a aprovação de um novo pacote de estímulos.

Questionado sobre o que seria feito para controlar a pandemia, Meadows afirmou: “Não vamos controlar a pandemia. Vamos controlar o fato de termos vacinas, terapias e outras áreas de mitigação”. Questionado sobre por que não pretende controlar a doença, que vem avançando com força no meio-oeste dos Estados Unidos, respondeu: “Porque é um vírus contagioso como a gripe”.

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