Investimentos

Em ambiente de incerteza, gestora divulga apostas de fundo de previdência

Os gestores relatam que não estão mais investidos na Cosan

SÃO PAULO – O ambiente econômico no Brasil atualmente está cercado de incertezas, principalmente por conta de quais serão os rumos tomados pelo governo federal. Nesse clima de dúvida, a Nest Investimentos divulgou sua carta mensal aos cotistas do fundo de previdência privada SulAmérica Nest Prev FIM em que revela algumas de suas estratégias no cenário atual.

Os gestores relatam que a Ser Educacional (SEER3) é a principal posição da carteira do fundo. A gestora destaca que a companhia divulgou comunicado ao mercado referente a aprovação do Ministério da Educação para a abertura de 74 novos cursos, que totalizam 16,6 mil vagas anuais.

“Atualmente a empresa tem aproximadamente 88 mil alunos de graduação. Esse fato ajuda na consolidação da tese de investimento na empresa onde projetamos forte crescimento na base de alunos ao longo dos próximos anos”, assinala a gestora.

PUBLICIDADE

Além disso, a Nest Investimentos destaca também a aquisição da UnG (Universidade de Guarulhos). Ela tem 18,3 mil alunos e registrou receita líquida de R$ 106 milhões em 2013. O montante total pago pela Ser foi de R$ 200 milhões.

Os gestores listam quatro fatores pelos quais consideram que essa aquisição foi positiva para a companhia: o preço pago interessante; o alongamento do pagamento em cinco anos; o ganho de escala e exposição da Ser a mais uma região do país; e o potencial de crescimento e sinergias para o desenvolvimento do ensino à distância da empresa.

Pelo outro lado, a Nest relata que removeu as ações da Cosan (CSAN3) de sua carteira. “Apesar de continuar acreditando na forte equipe de gestão e na capacidade da empresa em gerar  bons retornos em cima dos seus ativos, a baixa visibilidade de geração de caixa no curto-médio prazo nos decidiu optar por outros investimentos na nossa carteira”, afirma a gestora.

Sobre o cenário econômico, a Nest Investimentos destaca a expectativa de forte controle orçamentário do novo ministro da fazenda Joaquim Levy, mas ao mesmo tempo, a promessa de manutenção das políticas sociais da presidente Dilma Rousseff.  “Incertezas e desaceleração externa, evidenciadas pela queda no preco das principais commodities tambem tornam o cenário de 2015 bastante incerto e de pouco crescimento para o Brasil”, relatam os gestores.