Dólar comercial segue operando em queda, com entrada de recursos no País

Moeda norte-americana encontra espaço para cair com clima mais ameno nos mercados e fluxo positivo de ingressos no Brasil

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SÃO PAULO – O dólar comercial mantém a baixa apresentada desde a abertura, reagindo ao fluxo de entrada de recursos no mercado interno.

O anúncio de que o governo norte-americano irá ajudar as duas maiores financiadoras de hipotecas do país, Fannie Mae e Freddie Mac, amenizou o forte pessimismo que predominava na cena externa e abriu espaço para que as boas expectativas quanto ao início da temporada de resultados nacionais se sobressaíssem no plano interno.

Dessa forma, o câmbio reflete a volta do apetite por risco no mercado financeiro doméstico. “Os resultados corporativos das empresas brasileiras podem amortecer pelo menos parte de eventuais pressões negativas externas e reforçar as positivas”, avalia em carta dirigida ao mercado Miriam Tavares, diretora de câmbio da corretora AGK.

Inflação

Com a inflação no cerne das preocupações, o boletim Focus, que traz as projeções de agentes do mercado toda segunda-feira, também é acompanhado com atenção por investidores. Nesta divulgação, as estimativas para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano e do próximo foram elevadas, de 6,40% para 6,48%, e de 4,91% para 5%, respectivamente.

Vale ressaltar que o teto da meta estipulada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) é de alta dos preços em 6,5%.

Acompanhe as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,5930 na compra e R$ 1,5950 na venda, baixa de 0,44% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,7300 na venda, representando um ágio de 8,60% em relação ao dólar comercial.

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Dólar futuro na BM&F também opera em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto está sendo cotado a R$ 1.601, enquanto o contrato com vencimento em setembro opera a R$ 1.613.