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SÃO PAULO – Resistindo à instabilidade vista tanto nos mercados externos quanto nos domésticos, o dólar comercial mantém o movimento visto pela manhã e segue no campo negativo.
O fluxo cambial, que encerrou 2007 com superávit recorde de US$ 87,454 bilhões, divide a atenção dos investidores com os dados da economia norte-americana. Enquanto os números do mercado de trabalho mostram desaquecimento da economia, o setor industrial surpreende com crescimento acima do esperado no volume de pedidos feitos em novembro.
A depreciação do dólar comercial também se deve à repercussão das medidas fiscais anunciadas pelo Governo no objetivo de compensar parcialmente a perda de arrecadação com a extinção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). A resposta dos investidores é positiva, já que o aumento de impostos é tido como uma saída para manter a responsabilidade orçamentária.
Acompanhe as cotações
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7480 na compra e R$ 1,7500 na venda, forte baixa de 1,13% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,9500 na venda, representando um ágio de 11,56% em relação ao dólar comercial.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro está sendo cotado a R$ 1.757,
forte baixa de 1,26% em relação ao fechamento
de R$ 1.779
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, opera
em forte baixa de 1,06%,
atingindo R$ 1.769 frente
a R$ 1.788 do fechamento de quarta-feira.