Novas fontes de retorno

Dois terços dos investidores planejam maior exposição a ações de emergentes, diz Vontobel

Pesquisa revela que a maioria dos entrevistados busca oportunidades em emergentes na Ásia ou na Europa; questões ESG vão influenciar escolhas

(Getty Images)
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(Bloomberg) — Dois terços dos investidores planejam aumentar sua exposição a ações de mercados emergentes nos próximos cinco anos, de acordo com pesquisa da Vontobel Asset Management.

Cerca de 65% dos 300 gestores de recursos de 18 países pesquisados disseram que esperam aumentar sua exposição a ações de países em desenvolvimento, enquanto 59% têm a mesma expectativa para a renda fixa. Quase quatro em cada dez investidores disseram que a decisão pode ser atribuída a maiores retornos em comparação com economias desenvolvidas.

“A busca por renda continua”, disse Axel Schwarzer, diretor-presidente da Vontobel Asset Management, em comunicado. Para investidores com intenção de aplicar em mercados emergentes, “um fator impulsionador foi o desejo por novas fontes de retorno, bem como a avaliação de que é possível obter retornos excedentes nesses mercados”.

Ainda assim, os riscos permanecem. Cerca de 88% dos entrevistados estavam preocupados com o impacto da Covid-19, e apenas 4% disseram que se sentem preparados para os riscos relacionados.

Mesmo assim, mais da metade disse que as ferramentas certas – como gestão ativa – podem ajudar a tornar os riscos mais administráveis, de acordo com a Vontobel. Sete em cada dez gestores disseram que fatores ambientais, sociais e de governança, conhecidos pela sigla ESG, influenciarão suas decisões na próxima década.

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Enquanto a maioria dos entrevistados busca oportunidades em mercados emergentes na Ásia ou Europa, 40% esperam alocar mais recursos na América Latina.

Com o aumento do poder de compra da classe média em muitos países em desenvolvimento, investidores veem oportunidades em tecnologia, saúde e bens de consumo, segundo a Vontobel.

Em renda fixa, quase metade dos investidores pesquisados estava interessada em dívida soberana e semissoberana em moeda forte, em comparação com apenas 30% dos entrevistados que disseram estar focados em dívida corporativa sem grau de investimento.

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