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SÃO PAULO – A economia brasileira está mudando. E junto dessa mudança também deve mudar o comportamento do investidor frente à nova realidade. Se antes o brasileiro estava surfando na maré de rendimentos altos em renda fixa sem se preocupar, hoje ele precisa se organizar e direcionar seu dinheiro para aquilo que é mais importante.
Diante do cenário de queda de juros, o professor de finanças da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Fábio Gallo, aponta que é preciso ficar mais atento às suas aplicações. “O investidor deve se planejar financeiramente, ter muita disciplina e colocar no papel quais são suas metas para os próximos anos”, sugere.
Segundo ele, antes de escolher uma aplicação, é imprescindível avaliar o quanto de dinheiro você tem para investir e por quanto tempo quer mantê-lo em um investimento, seja em renda fixa ou variável. “Quanto menor o prazo e mais importante for o objetivo para aquele dinheiro que vai ser aplicado, menor o grau de risco que você poderá correr”, alerta.
Inflação
Entre as melhores opções, ele aponta que as NTN-Bs (Nota do Tesouro Nacional série B) são uma boa alternativa para quem quer garantir uma rentabilidade real no cenário de juros mais baixos e possível alta da inflação. “O ganho real de quem opta por uma NTN-B atualmente não será tão grande, mas ele terá uma garantia que nem a poupança oferece [de rentabilidade real]. Em uma disparada da inflação a poupança não sairá ganhando, mesmo com os benefícios que a caderneta oferece como a isenção de Imposto de Renda e de taxas”, afirma.
Além das notas do tesouro, existem alguns fundos de renda fixa atrelados à inflação que também podem oferecer uma rentabilidade interessante. Nesses casos, as gestoras costumam especificar no nome do fundo quando ele tem essa ligação com os índices de preços.
Quem optar por um fundo, no entanto, deve se atentar para as taxas de administração, que podem impactar de forma importante na rentabilidade final da aplicação.