Desemprego sobe ligeiramente para 7,1% em março

A taxa sobe pouco em relação a fevereiro, no entanto, no mesmo período do ano passado o desemprego era de 5,6%

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SÃO PAULO – A taxa média de desemprego no Brasil foi de 7,1% em março, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), feita pelo IBGE. O índice, que leva em consideração as seis maiores regiões metropolitanas do país, apresentou quase ligeira alta em relação ao mês de fevereiro, que registrou 7%. No entanto, em março de 2001 a taxa de desemprego havia ficado em 5,6%.

Número de pessoas ocupadas continua crescendo

A quantidade de trabalhadores cresceu 1,3% em março frente ao mês anterior, e, ao se comparar com o mesmo período do ano passado, foi registrado crescimento de 2%. Esse crescimento do número de trabalhadores foi verificado nas cidades de Belo Horizonte (2,2%), Porto Alegre (0,2%) e em São Paulo (1,1%).

No item categoria de ocupação, o número de empregadores e de pessoas que trabalham sem carteira assinada subiu 6,5% e 2,4%, respectivamente. Já o número de pessoas que trabalham por conta própria cresceu 2% e de empregados que trabalham com carteira assinada caiu 0,4%. Os dados comparam março e fevereiro últimos.

Tempo médio de procura de emprego foi de 20,5 semanas

A quantidade de pessoas que não está trabalhando, mas está buscando trabalho, não apresentou diferença significativa frente ao mês anterior. Já o número de pessoas não economicamente ativas, ou seja, que estão fora do mercado de trabalho, recuou 1,1% em março. O tempo médio de procura de trabalho em março de 2002 foi de 20,5 semanas, enquanto no mesmo período do ano passado o tempo médio foi de 18,6 semanas.

Rendimento médio de fevereiro apresenta queda

O rendimento médio das pessoas ocupadas nas seis regiões metropolitanas, referente a fevereiro desse ano, foi de R$ 762,51, o que corresponde a 4,2 salários mínimos. Em relação a janeiro, o rendimento decresceu 1%, já considerando o mesmo período do ano passado, a queda do rendimento foi de 6,3%.

O cálculo do IBGE é feito pela taxa de desemprego aberto, ou seja, a relação entre o número de pessoas desocupadas (procurando trabalho) e a população economicamente ativa. A pesquisa é realizada nas seis principais regiões metropolitanas do país, entre elas, estão Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.