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SÃO PAULO – A taxa média de desemprego no Brasil foi de 7,6% em abril, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), feita pelo IBGE. O índice, que leva em consideração as seis maiores regiões metropolitanas do país, apresentou uma elevação em relação ao mês de março, que registrou 7,1%. Em abril de 2001 a taxa de desemprego havia ficado em 6,5%.
Foram eliminados 34.267 postos de trabalho em abril. Além disso, no mês passado foram acrescidas 100.635 pessoas ao contingente de trabalhadores à procura de emprego, totalizando 1,45 milhão de pessoas em busca de trabalho.
Número de pessoas ocupadas cresce em relação a 2001
A quantidade de trabalhadores decresceu 0,2% em abril frente ao mês anterior, no entanto, ao se comparar com o mesmo período do ano passado, foi registrado crescimento de 1,8%. Dentre os principais setores de atividade, apenas a indústria de transformação apresentou variação positiva (+2,3%). A construção civil apresentou queda de 4,4% e o comércio de 1,3%. Nos serviços houve estabilidade.
No item categoria de ocupação, o número de empregadores e de pessoas que trabalham sem carteira assinada caiu 0,4% e 1,4%, respectivamente. Já o número de pessoas que trabalham por conta própria decresceu 1,1% e de empregados que trabalham com carteira assinada subiu 0,8%. Os dados comparam março e abril últimos.
Rendimento médio de março apresenta leve alta
O rendimento médio das pessoas ocupadas nas seis regiões metropolitanas, referente a março desse ano, foi de R$ 769,27, o que corresponde a 4,3 salários mínimos. Em relação a fevereiro, o rendimento cresceu 0,3%, já considerando o mesmo período do ano passado, a queda do rendimento foi de 5,3%.
O cálculo do IBGE é feito pela taxa de desemprego aberto, ou seja, a relação entre o número de pessoas desocupadas (procurando trabalho) e a população economicamente ativa. A pesquisa é realizada nas seis principais regiões metropolitanas do país, entre elas, estão Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.