Desavença EUA-Irã catapulta taxas do Tesouro Direto, que sobem até 13 pontos-base

Relatos indicam que negociações foram suspensas, e juros acompanham aversão ao risco global, com bolsas de NY em queda

Equipe InfoMoney

(Unsplash/sina-drakhshani)
(Unsplash/sina-drakhshani)

Publicidade

As taxas do Tesouro Direto operam em alta nesta segunda-feira (1), primeiro pregão de junho, com o risco geopolítico voltando ao centro das atenções. Relatos de que as negociações entre EUA e Irã foram suspensas derrubaram o apetite por risco nos mercados globais.

Donald Trump nega que tenha recebido a informação do Irã de que as conversas tenham terminado, mas a TV estatal iraniana alertou que a trégua muito provavelmente acabará se os ataques no Líbano continuarem.

Nos prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 subiu de 13,84% na sexta-feira para 13,97% nesta segunda. O Prefixado 2032 avançou de 14,02% para 14,13%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 foi de 14,10% para 14,17%.

Oportunidade com segurança!

Nos títulos de inflação, a abertura também foi de alta em toda a curva. O IPCA+ 2050 subiu de 7,02% na sexta para 7,05% nesta manhã. O IPCA+ 2060 com juros semestrais avançou de 7,20% para 7,22%, e o IPCA+ 2045 com juros semestrais foi de 7,32% para 7,35%. O IPCA+ 2040 subiu de 7,29% para 7,31%. No trecho intermediário, o IPCA+ 2032 avançou de 7,81% para 7,85%, e o IPCA+ 2037 com juros semestrais de 7,50% para 7,55%.

O ambiente externo reforça o movimento. As bolsas de Nova York abrem em queda, pressionadas pela piora do sentimento em torno das negociações EUA-Irã, apesar dos resultados da Nvidia. Localmente, o Ibovespa inicia junho com queda expressiva no mesmo tom.

Já o petróleo, que encerrou maio em forte baixa, volta a subir com mais força. “O menor otimismo em torno de um eventual acordo, somado à possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz tem dado sustentação aos preços da commodity”, observa Bruno Cordeiro, especialista em inteligência de mercado da Stonex.

Continua depois da publicidade

O conflito se arrasta desde fevereiro, e o padrão das últimas semanas se repete: cada avanço nas conversações fecha as taxas do Tesouro, cada recuo as reabre, mantendo a volatilidade elevada e o prêmio de risco persistente na curva de juros doméstica.

Veja as taxas do Tesouro Direto às 13h03 desta segunda-feira (1):

TítuloRendimento AnualVencimento
Tesouro Reserva 2036SELIC01/01/2036
Tesouro Selic 2031SELIC + 0,0747%01/03/2031
Tesouro Prefixado 202913,97%01/01/2029
Tesouro Prefixado 203214,13%01/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203714,17%01/01/2037
Tesouro IPCA+ 2032IPCA + 7,85%15/08/2032
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037IPCA + 7,55%15/05/2037
Tesouro IPCA+ 2040IPCA + 7,31%15/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045IPCA + 7,35%15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050IPCA + 7,05%15/08/2050
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060IPCA + 7,22%15/08/2060