Registradora CSD BR entra no mercado de operações compromissadas

Plataforma aceita CDB, debêntures, CRI e CRA como lastro e promete corte de 20% a 30% no custo operacional das instituições financeiras

Paulo Barros

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Notas de reais (Shutterstock)
Notas de reais (Shutterstock)

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A CSD BR, uma das empresas que busca se tornar uma Bolsa completa no futuro, começou a oferecer o registro de operações compromissadas, instrumento usado por instituições financeiras na gestão de liquidez e na captação de recursos de curto prazo. Com isso, a registradora amplia o portfólio no objetivo de se firmar como alternativa à B3 (B3SA3), que concentra esse tipo de serviço no mercado brasileiro.

Segundo a empresa, a plataforma reúne registro e liquidação em um único fluxo e automatiza etapas da operação, como o cálculo do preço, a recompra no vencimento e a liquidação antecipada com recálculo automático. O sistema também permite a emissão eletrônica do contrato e disponibiliza consultas ao histórico, aos preços e às informações das operações registradas.

Entre os ativos aceitos como lastro estão CDB, LCA, LCI, Letras Financeiras, Letras Hipotecárias, debêntures, CRI, CRA e notas comerciais. Segundo a CSD BR, essa variedade de papéis coloca a solução à frente de outras soluções do mercado em quantidade de ativos aceitos no registro dessas operações.

A companhia estima em cerca de R$ 35 bilhões o mercado de operações compromissadas lastreadas em crédito privado, foco principal da nova solução. E calcula que a plataforma pode reduzir de 20% a 30% o custo operacional das instituições em relação aos modelos já disponíveis.

“Nosso objetivo é oferecer ao mercado uma infraestrutura cada vez mais completa, com soluções que tragam ganhos concretos de eficiência operacional e ampliem as alternativas disponíveis para as instituições financeiras”, afirma Mario Issa, diretor comercial da CSD BR.

Fundada em 2018, a CSD BR é registradora e clearing de ativos financeiros autorizada pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A empresa busca licenças para operar como bolsa e disputar mercados hoje dominados pela B3, que reúne as atividades de registro, depósito, negociação e liquidação.

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O crescimento recente da plataforma tem sido puxado por renda fixa e derivativos. No mercado de swaps de balcão, a companhia informou ter superado 40% de participação até abril. O estoque de ativos registrados na plataforma soma cerca de R$ 22 trilhões, e a empresa alcançou R$ 100 bilhões em liquidações nos primeiros quatro meses do ano.

Paulo Barros

Jornalista há mais de 15 anos, editor de Investimentos no InfoMoney. Escreve sobre renda fixa e variável, alocação e o universo dos criptoativos