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SÃO PAULO – O resultado do primeiro trimestre de 2014 da MRV (MRVE3) não parece ter empolgado os analistas de mercado. No entanto, mesmo com números considerados fracos, o BTG Pactual e o Credit Suisse continuam recomendando compra para as ações da companhia. A equipe do Credit afirma que o motivo para a recomendação são os múltiplos da companhia, que estão em um patamar que permitem espaço para um aumento e, consequentemente, valorização do papel.
Sobre os resultados da empresa, um dos destaques do BTG Pactual é a geração de caixa da MRV, que ficou em R$ 56 milhões, caminhando em um “passo desapontador”, de acordo com os analistas. A geração estava na casa dos R$ 100 milhões a R$ 200 milhões nos últimos três trimestres, afirma o banco.
O Credit também destaca seu desapontamento com as receitas líquidas da empresa, que ficaram 10% abaixo da expectativa dos analistas e ROE (retorno sobre o patrimônio, na sigla em inglês) na casa de 8% no primeiro trimestre de 2014. A explicação para o resultado está nas receitas abaixo do esperado – 5% abaixo das estimativas do Credit, e despesas maiores do que o esperado.
No entanto, nem tudo foi ruim. “O primeiro trimestre de 2014 trouxe alguma tranquilidade para o nosso principal ponto de preocupação”, afirma a equipe de análise do Credit Suisse. Os analistas estavam preocupados com o fato de que os projetos fora do programa Minha Casa Minha Vida estarem ganhando representatividade, marcando 47% dos lançamentos do quarto trimestre de 2013. “Na nossa visão, isso poderia pesar a velocidade de vendas da companhia. No entanto, houve uma forte reversão no primeiro trimestre de 2014, (…) 71% dos lançamentos eram elegíveis para o programa”, afirmam os analistas.
Mesmo assim, as expectativas para a MRV em 2014 continuam em risco, pondera o BTG Pactual. Os analistas afirmam que não só o ROE não foi inspirador como também o fluxo de caixa. Assim, há um risco de corte na previsão de lucros de R$ 558 milhões da empresa para 2014.