Cotistas do FII SRVD11, que tem CRIs da Gramado Parks na carteira, decidem mudar de gestora

Investidores votaram pela troca da R Capital Management pela Catalunya Gestão de Recursos
(Getty Images)
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O fundo Serra Negra (SRVD11) está com novo gestor. Os cotistas da carteira decidiram destituir a R Capital Management e colocaram no lugar a Catalunya Gestão de Recursos, segundo fato relevante divulgado na tarde desta terça-feira (2) pela administradora Vórtx.

O SRVD11 é um dos fundos que compraram certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) emitidos pelas empresas do Grupo Gramado Parks, que está em processo de recuperação judicial. Com o não pagamento desses papéis, o fundo tem registrado perdas.

No ano, as cotas do Serra Negra acumulam uma desvalorização de 25,9%.

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Mais dois fundos também comunicaram em fato relevante a mudança de gestão no Serra Negra: o Hectare HCTR11 e o Tordesilhas TORD11. A razão é que esses fundos possuem participação no SRVD11 e também sofreram desvalorização nas últimas semanas.

No ano, o HCTR11 e o TORD11 acumulam desvalorização de 50,1% e 48,7%, respectivamente.

O Grupo Gramado Parks tem dívida de cerca de R$ 1,36 bilhão e teve o pedido de recuperação judicial de três de suas empresas aceita pela Justiça no final de março. No entanto, na última quinta-feira (27), o juiz Silvio Viezzer, da Vara Regional Empresarial de Caxias do Sul (RS), acatou o pedido das empresas recuperandas e da principal credora para a realização de mediação e, por isso, os prazos foram suspensos até esta terça-feira (2).

A disputa societária que envolve as empresas do Grupo Gramado Parks e os credores é a justificativa para a concessão da mediação, segundo o despacho do juiz.

Os ativos do Grupo Gramado Parks estão atualmente nos fundos Star, Serra Verde e Funpark. As cotas desses fundos pertencem à família Caliari. A gestão, no entanto, ficou com a R Capital, que é do grupo RTSC, o mesmo que controla a securitizadora Fortesec, principal credora do grupo. Além disso, a RTSC também tem participação nas gestoras Devant, Hectare e RC Capital, que estão entre as que investiram nos CRIs das empresas.

É essa disputa societária que tentará ser resolvida no processo de mediação que termina nesta terça-feira. Só depois o processo de recuperação judicial será retomado. Pela atual legislação, a empresa em recuperação judicial tem 60 dias desde o deferimento do pedido para apresentar um plano de pagamentos aos credores – que, em geral, envolve longos prazos e descontos no principal da dívida.